quarta-feira, 18 de novembro de 2009

SALVANDO O PLANETA - ONU DEVERÁ PROMOVER A UTILIZAÇÃO DOS BIOCOMBUSTÍVEIS NO MUNDO


A ONU inaugurou sua participação na cúpula alimentar mundial dizendo que a adoção de um novo tratado climático global no mês que vem em Copenhague é essencial para combater a fome no mundo, já que o aumento da temperatura ameaça a produção agricola.

Ou seja, para amenizar a fome tem-se também que cuidar do clima no planeta, conclusão que faz com que a larga utilização dos combustíveis renováveis como biodisel e etanol deverão receber a devida e urgente utilização nos países ditos desenvolvidos.

C/Blogs

terça-feira, 10 de novembro de 2009

FHC NA SUA HIPOCRISIA SEM LIMITES DIZ QUE GOVERNO NÃO DÁ ATENÇÃO AOS BIOCOMBUSTÍVEIS

Mesmo considerando que Lula incentivou a produção no Brasil dos veículos flex (alcool e gasolina), a hipocrisia do tucano FHC não tem limites mesmo, depois de praticamente acabar com o Pró-Alccol na década perdida de 1990.

"Nós levamos esses anos todos nos gabando que nós tínhamos energia verde. Esquecemos. O biodiesel hoje é alguma coisa arqueológica. Ninguém mais fala, sumiu. Nós estamos a ponto de esquecer o etanol de cana. Nem se aprofundou a discussão da compatibilidade com a produção agrícola da alimentação e da cana. Parece todo esse esforço do etanol agora é do pré-sal", disfarçou o incompetente e suspeito tucano.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

SEMINÁRIOS VISANDO ATENDER A DEMANDA MUNDIAL ATÉ 2025

Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) participarão no continente africano de Seminários sobre biocombustíveis em capitais de sete países (de 19 de outubro a 2 de novembro).

A agenda é parte das ações de apoio do Brasil aos países em desenvolvimento na área de energias renováveis, visando ainda a atender ao mercado mundial de combustíveis renováveis que terá metas de percentagens da redução do efeito estufa acertada na reunião de Copenhagem.

Integram a missão técnicos do Mapa, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), do Ministério das Relações Exteriores e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). O público-alvo dos seminários reúne órgãos governamentais envolvidos com políticas nacionais de bioenergia, membros da comunidade científica e acadêmica, empresários do setor de biocombustíveis, representantes de organizações patronais (produtores, câmaras setoriais) e outras lideranças na área de energia.

Via News Front

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Brasil está bem na fita, diz Minc sobre proteção da camada de ozônio

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou nesta quarta-feira que o país está "bem na fita" quando o assunto são as medidas para proteger a camada de ozônio. Ao participar das comemorações do Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio, ele anunciou a doação de um equipamento de origem alemã que vai auxiliar na troca de gás CFC (clorofluorcarbono) em geladeiras velhas.

Minc lembrou que as novas geladeiras não possuem mais CFC mas que as velhas, ao serem levadas para o conserto ou mesmo para o ferro-velho, passam por um processo onde o gás poluente é liberado.

A estratégia do governo, em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e com o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), é capacitar os próprios mecânicos que trabalham no conserto de geladeiras para que a liberação do gás não ocorra.

"Hoje em dia, o sujeito corta, joga o gás lá para cima, conserta a geladeira e põe um gás novo. A instrução que a gente deu é extrair o gás, filtrá-lo e comprimi-lo e, depois do concerto, injetá-lo de volta", explicou Minc.

Saúde - O ministro afirmou ainda que no Brasil faltam campanhas de conscientização para orientar as pessoas como se proteger dos efeitos de raios ultravioleta, cada vez mais intensos por conta dos danos à camada de ozônio. "A pessoa fica achando que porque pega sol desde pequena, ou porque é muito morena, não precisa do protetor", disse.

C/A

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Off the Grid - Fugindo do Sistema

O título deste post parece de um filme de ficção científica (com tradução à moda brasileira), e talvez seja mesmo.

Vivemos em um mundo em que a liberdade - econômica, social, política - é cada vez menor. Governos socialistas ou liberais progressistas (dá na mesma) aumentam cada vez mais seu poder e avançam sobre quase todas as áreas do planeta, impondo cada vez mais regulamentos, impostos, taxas, obrigações, burocracias, controles, e obrigando o cidadão de bem a sustentar toda uma corja de políticos bem como massas de votantes "excluídos" que não pagam imposto.

Para onde fugir?

Europa? Tá tudo dominado. EUA? Obama é apenas a última pá sobre o caixão da suposta "land of the free". Latinoamérica? Não brinquemos com coisas sérias.

Não, há hoje apenas três fronteiras possíveis. Uma, a autonomia total em algum canto rural esquecido. Novas comunidades poderiam se isolar o máximo possível do governo. Como quakers ultratecnológicos, essa nova geração de pioneiros produziria sua própria eletricidade com minireatores nucleares, não dependendo da rede de eletricidade pública. Poderia naturalmente produzir seus próprios vegetais, e até mesmo seus próprios produtos industriais através do revolucionário conceito nanotecnológico de desktop manufacturing.

A segunda alternativa é o espaço sideral. A tecnologia ainda é demasiado cara e não é ainda possível chegar tão longe. Mas a iniciativa privada está avançando onde a NASA já não quer se arriscar. A colonização da Lua é uma possibilidade concreta para o futuro.

A terceira opção de fuga é o chamado seasteading. Isto é, a criação de comunidades autônomas no meio do oceano, que não obedeceriam a qualquer jurisdição senão a própria e seriam independentes de qualquer governo. Pati Friedman (não por acaso neto de Milton Friedman) é o fundador e diretor executivo do Seasteading Institute, e o primeiro financiador é Peter Thiel, a mente por trás de fenômenos da Internet como PayPal e Facebook, e um defensor da autonomia total.

Utopia? Delírio libertário? Talvez. Mas, em um momento em que o governo Obama tenta impor por bem ou por mal um sistema de saúde público altamente impopular que custará trilhões, e no Brasil qualquer juiz de quinta categoria tem direito de censurar o que bem entender, são idéias inspiradoras.

Por Mr. X

domingo, 23 de agosto de 2009

Sucesso - Petrobras descobre mais petróleo leve na Bacia de Campos

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira uma nova descoberta de petróleo leve no pós-sal (reservatórios carbonáticos) na Bacia de Campos com a perfuração do poço Aruanã, do qual é operadora exclusiva. Análises preliminares indicam a presença de volumes recuperáveis em torno de 280 milhões de barris de petróleo leve e com boa produtividade. O bloco foi adquirido na sétima rodada de licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ocorrida nos dias 17 e 18 de outubro de 2005.

O poço está localizado a cerca de 120 km da costa do Rio de Janeiro, em águas onde a profundidade é de 976 metros. A descoberta foi comprovada por avaliações (teste de formação em poço revestido) em reservatórios localizados entre 2.993 e 3.123 metros de profundidade. A descoberta será, em seguida, objeto de Plano de Avaliação a ser apresentado à ANP.

Em reservatórios geologicamente semelhantes à esta descoberta, também na Bacia de Campos, no Campo de Marlim Sul, a Petrobras perfurou dois poços: Jurará e Muçuã, nos anos de 2007 e 2009, em águas de 1.200 metros de profundidade. Esses poços permitiram estimativas, em conjunto, de 350 milhões de barris recuperáveis de petróleo. O desenvolvimento desses projetos está previsto no Plano Estratégico 2009-2013, com início de produção em implantação na plataforma P-51, que já produz petróleo na área e, em 2011, na plataforma P-56, que está em construção.

Neste tipo de reservatório, a Petrobras tem conhecimento adquirido na exploração do campo de Marlim Leste, com o poço Jabuti, em 2005. Em águas de 1.300 metros e a 120 km da costa, este poço identificou reservatório com volume recuperável de cerca de 345 milhões de barris de petróleo. O primeiro óleo desse reservatório foi produzido em 2008.

Considerando que já existem estruturas de produção e de escoamento de petróleo e gás na área, a produção dessas três áreas em conjunto vai contribuir, a curto e médio prazos, para o crescimento da curva de produção da companhia. As descobertas de Jabuti e Jurará já estão computadas nas Reservas Provadas da Petrobras de 2008.

No campo de Marlim Leste foi alcançado o recorde mundial de profundidade de água para produção no tipo de reservatório da descoberta anunciada nesta quinta-feira, em fevereiro de 2009, com a perfuração de um poço que atingiu 1.413 metros de água. Em maio de 2009, foi alcançado, ainda, o recorde de produção de petróleo por poço, atingindo 43.588 barris diários. Os bons resultados que estão sendo obtidos pela Petrobras, refletem os esforços, o conhecimento técnico e a avançada tecnologia aplicados pela Companhia na busca de novas descobertas, tanto em áreas de concessões de produção como em regiões pioneiras.

Agência Petrobrás

sábado, 11 de julho de 2009

A GEOPOLÍTICA DO CAPITALISMO NA AMAZÔNIA BRASILEIRA

ACom este breve artigo de estudiosos da UFF (Universidade Federal Fluminense), iniciamos um conjunto de contribuições para o debate sobre a expansão da fronteira capitalista na Amazônia brasileira.

A questão ambiental no Brasil envolve dois padrões de desenvolvimento que se apresentam como contraditórios na aparência, mas são parte integrante do modelo capitalista de produção.

O primeiro possui uma vertente industrial, mineral e agrícola e consolidou-se a partir de 1960. A abertura da fronteira agrícola capitalista, a expansão da fronteira urbana, a exploração do subsolo, os projetos de colonização privados e oficiais e a instrumentalização técnica do território eram parte da geopolítica de integração econômica do país em direção às regiões consideradas “periféricas”. Logo, projetou-se na Amazônia o imaginário de região atrasada e vazia, a fim de legitimar um processo de inserção de áreas privilegiadas nos circuitos de acumulação de capital em escalas nacional e global. Para tanto, o desmatamento se afirma como ideário de inserção do Cerrado e da Floresta Equatorial no projeto desenvolvimentista do Estado.

O “país do futuro” possuía uma natureza rica, mas hostil. O progresso demandava controle da natureza. A sagração da Natureza convocava a nação para a marcha rumo ao Norte, ao Oeste, ao Sertão. A Amazônia era o Eldorado a ser conquistado. Tais signos escamotearam as lutas de classes no Brasil. A abertura da fronteira se tornava uma válvula de escape para as questões fundiárias. A nação una e indivisível se afirmava na incorporação de terras e uso indiscriminado dos recursos do subsolo.

Tal imaginário ainda se verifica quando se analisa os projetos capitalistas previstos para a Amazônia. Assim, os capitalistas subordinaram os trabalhadores à sua ideologia dominante. Ou seja, mascararam seus interesses particulares como interesses nacionais. Entre 1960 e 1985, a nação foi colocada a serviço do ideário desenvolvimentista do país. Toda oposição era vista como ameaça comunista aos interesses nacionais, mas na verdade ameaçava os pecuaristas, sojicultores, industriais e grupos mineradores.

O segundo padrão, a partir de 1980, possui uma vertente tecno-ecológica. A questão ambiental passa a ser uma preocupação do capital, a defesa de saberes culturais e a manutenção da biodiversidade se tornam estratégicos para aumentar os lucros. É como se o capital se vestisse de verde, um “eco-capitalismo”, com preocupações agro-ecológicas. Desenvolvimento sustentável, crédito de carbono e aquecimento global são alguns dos pontos-chave dessa agenda. A Amazônia encerra esses dois padrões de acumulação. O agronegócio, de um lado, e a agro-ecologia, do outro, simbolizam o debate entre duas aparentes forças contraditórias.

Se o agronegócio na Amazônia representa um padrão que demanda expansão da lavoura, desmatamento, concentração fundiária e exclusão social, a agro-ecologia revela duas faces. Uma delas envolve os movimentos sociais de resistência ao agronegócio. A outra apesar do discurso contra-hegemônico ao capital não é capaz de revolucionar a sociedade. Trata-se de um discurso radical que não combate as raízes do sistema, mas somente tenta reformá-lo; Acaba sendo uma “prática humanista” que não vai até o fim dos reais problemas. Não busca a destruição do mercado capitalista e suas leis orientadas para acumulação. Sem esse combate, não é possível inverter a situação que temos hoje: alimentos sendo produzidos, não para alimentar pessoas, e sim para dar lucro às grandes corporações.

A luta contra a propriedade privada dos meios de produção e pela planificação da economia, isto é, o planejamento democrático da produção, circulação e consumo das mercadorias, são as bandeiras dos revolucionários, e isso não aparece no cerne da luta pela agro-ecologia.

Outro debate é a atuação do Estado, que é contraditório, mas funcional ao capitalismo. Os embates atuais entre os ministérios da Agricultura e Planejamento x Meio Ambiente revelam as contradições da coalizão que compõem o governo Lula. Debateremos isso nos próximos artigos.

Por Carlos Alberto Franco da Silva e Flávio Almeida Reis

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Lula participa quarta-feira, na Líbia, da Assembleia da União Africana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa em Sirte, na Líbia, na próxima quarta-feira (3), da abertura da Assembleia da União Africana e, em discurso, reafirmará o compromisso brasileiro de longo prazo com o desenvolvimento africano.

Lula também dirá que se trata de uma política permanente a prioridade dada às relações com a África. No sentido de estreitar os laços com os países africanos, Lula já fez dez viagens ao continente e vem expandindo o número de embaixadas na região. Atualmente, há embaixadas brasileiras em 34 países africanos.

A União Africana foi criada em julho de 2002 e é organismo regional com objetivos como o de acelerar o processo de integração política, econômica e social do continente e de permitir que a África desempenhe papel de maior destaque na economia global.

Da ABr

domingo, 7 de junho de 2009

NO BRASIL DO PT - FOGÃO GERADOR DE ENERGIA ELÉTRICA

O inventor Ronaldo Sato desenvolveu um fogão a lenha que produz eletricidade, o qual foi adotado e produzido pelo governo do Acre, é óbvio que só poderia ser um governo do PT para encampar uma idéia brilhante como essa para "beneficiar" a população carente. O fogão tem tecnologia simples: uma máquina a vapor move um gerador que alimenta uma bateria.

Com oito horas de fogo é possível gerar eletricidade para alimentar quatro lâmpadas econômicas e um televisor por quatro horas. Para o povo que vive no interior da Amazônia, sem energia elétrica e o mínimo de conforto, este fogão possibilitará gerar a energia elétrica necessária para fazer funcionar - refrigerador, frezzer, lâmpadas, TV, rádio, etc.

A tecnologia pode ser "simples", mas a invenção foi ÓTIMA e a atitude do governo do Acre foi melhor ainda.

Por Renato de la Rocha

terça-feira, 12 de maio de 2009

Aprovado acordo que prevê cooperação com Moçambique para produção de álcool

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (12) o texto de um memorando de entendimento assinado entre os governos do Brasil e de Moçambique que, na prática, ajudará o governo daquele país africano a deslanchar a produção de álcool. Trata-se de um documento assinado entre os dois países em setembro de 2007. Depois disso, empresários brasileiros da área estiveram no país discutindo a instalação de destilarias.

Entre outros atrativos, Moçambique pode exportar álcool para a Europa sem as sobretaxas que os brasileiros enfrentam, privilégio concedido a ex-colônias européias. O texto do entendimento foi relatado favoravelmente pelo senador João Tenório (PSDB-AL). O governo moçambicano já selecionou três regiões do país para produção alcooleira, todas elas com clima parecido com o do Brasil.

O Plenário aprovou ainda outros seis acordos internacionais, um deles de cooperação nas áreas de saúde e produção de medicamentos entre o Brasil e Israel. O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) disse que o comércio entre os dois países chegou a duplicar no ano passado, lembrando que a empresa de aviação El Al ligará diretamente São Paulo a Tel Aviv. O acordo foi relatado favoravelmente pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

Os outros acordos foram assinados com a Síria (procedimentos fitossanitários), com a Guatemala (cooperação na área de defesa) e com os integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (transferência de condenados e auxílio judiciário em matéria penal). O último é um adendo ao Acordo de Complementação Econômica firmado entre os países do Mercosul e da Comunidade Andina.

Por Eli Teixeira

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Gripe H1N1 faz diretoria da Petrobras desistir da OTC

O risco da gripe H1N1 levou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e toda a diretoria da empresa a cancelar viagem que fariam neste próximo fim de semana aos Estados Unidos para participar da principal conferência mundial da indústria do petróleo. "Eles cancelaram, ninguém vai mais", disse uma assessora da Petrobras à Reuters nesta sexta-feira um pouco antes do início da festa de comemoração da primeira extração de óleo do campo de Tupi, na camada pré-sal da bacia de Santos.

A Offshore Technology Conference é realizada em Houston, Texas, e, neste ano, a Petrobras terá um lugar de destaque na feira por conta da descoberta da camada do pré-sal.

Com o cancelamento da viagem da diretoria, a empresa será agora representada no evento por executivo da estatal que trabalha nos Estados Unidos.

Por Denise Luna

sexta-feira, 24 de abril de 2009

MAIS RECORD DA PETROBRAS

A Petrobras registrou em março produção doméstica média recorde em um mês. Foram extraídos 1,992 milhão de barris/dia dos campos nacionais, alta de 2,68% frente aos 1,940 milhão de barris/dia observados em fevereiro.

Trata-se da terceira vez consecutiva que a estatal estabelece recorde na produção brasileira de petróleo. No primeiro trimestre, a produção média de petróleo da companhia foi de 1,952 milhão de barris/dia.

Segundo a Petrobras, o volume recorde na produção de petróleo no Brasil foi obtido em função, principalmente, da entrada de poços nas plataformas Cidade de Niterói, P-53 e P-54, situadas na bacia de Campos.

Somada a produção internacional de 126 mil barris/dia no exterior, a produção de petróleo da Petrobras em março foi de 2,118 milhões de barris/dia.

Já a produção de gás natural no Brasil cresceu 5,2% na comparação com o mês anterior, ficando em 51,407 milhões de metros cúbicos/dia. Segundo a Petrobras, essa variação é decorrente de flutuações de demanda do mercado.

No exterior, a produção de gás natural caiu 3%, ficando em 16,378 milhões de metros cúbicos/dia. A queda, segundo a Petrobras, ocorreu pela menor demanda pelo gás boliviano.

Ao todo, a produção de petróleo e gás da companhia, somados os campos nacionais e internacionais, chegou a 2,538 milhões de boe/dia (barris de óleo equivalente/dia), 2,54% acima dos 2,474 milhões de boe/dia registrados em fevereiro. (Nota da Petrobras)

Por: Helena ™

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Responsabilidade Ecológica - Lei inédita incentiva ruralistas a preservar nascentes

Medida sancionada em março gratificará proprietários rurais de município paraense preocupados com o meio ambiente.

Os proprietários rurais de Apucarana, cidade de 120 mil habitantes do Norte do Paraná, receberão gratificação caso mantenham suas nascentes preservadas de acordo com as normas ambientais. Trata-se do “Projeto Oásis/Apucarana”, uma lei municipal sancionada no dia 23 do mês passado, pelo prefeito João Carlos de Oliveira (PMDB), que beneficiará, também, aqueles que, a partir de agora iniciarem ações de recuperação, tornando-as áreas de preservação permanente. Todos receberão apoio técnico e financeiro por parte do município.

“É uma iniciativa que vai além do fator financeiro, pois estamos falando em ganho ambiental, qualidade de vida para essa e gerações vindouras”, analisa João Carlos. Durante a solenidade de sanção da lei, foi realizado um pré-cadastro dos interessados. O evento, realizado no Cine Teatro Fênix, contou com a presença de cerca de 300 agricultores e autoridades locais.

A longo prazo, o projeto vai abranger as três bacias hidrográficas: Pirapó, Tibagi e Ivaí. Mas em um primeiro momento a iniciativa via trabalhar com ruralistas do Rio Pirapó que, dentro dos limites de Apucarana, atinge mais de 550 propriedades em uma área de aproximadamente 170 km². “Queremos a melhoria da vida e da qualidade da água fornecida pelas referidas nascentes ao manancial de abastecimento de Apucarana e Maringá, que utilizam diretamente as águas do Rio Pirapó”, informa o prefeito.

Para pleitear o benefício, que é de quatro anos, prorrogável por igual período, o proprietário rural vai precisar se cadastrar junto ao município que, por sua vez, a partir de uma comissão técnica, vai analisar “in loco” se a nascente está devidamente protegida de acordo com que prevê a Lei Federal nº 4.771/65. Se não estiver em dia, a pessoa vai receber toda a assessoria necessária para promover a recuperação ambiental. Ao aderir ao projeto, o ruralista deverá promover a averbação de reserva legal, que terá que estar reflorestada ou em processo de reflorestamento, além atender outras medidas que serão definidas por um regulamento.

O apoio financeiro será definido por meio da medição da vazão da nascente, a ser medida nos meses de março a abril de cada ano. Para cada nascente será destinado o valor mensal de até três Unidades Fiscais do Município (UFM). Hoje cada UFM equivale a R$ 35. Para uma nascente com vazão até 1,5 mil litros por hora será pago uma UFM; acima de 1,5 mil a 3 mil litros por hora, duas UFM e com vazão acima de 3 mil litros por hora, três UFM ou o mesmo que R$ 105 por mês.

Para o secretário de Meio Ambiente e Turismo (Sematur), João Batista Beltrame, o projeto é uma excelente medida para sanar a injustiça que se faz com os agricultores. “Eles são colocados como criminosos, bandidos ambientais, dando impressão de que são os culpados por todos os problemas. Quando isso é uma mentira. Todos sabemos que quem mais polui os nossos rios são as cidades. Esse projeto visa acabar com essa discriminação e transformar nossos agricultores em produtores de água”, defendeu.

Segundo ele, os recursos correrão por conta de dotações próprias consignadas no orçamento municipal vigente. Serão provenientes do Fundo Municipal de Meio Ambiente, do ICMS Ecológico das unidades de conservação, da Reserva Permanente do Patrimônio Natural (RPPNs), de parte de multas ambientais aplicadas pelo Ministério Público e ou órgãos competentes, e mediante convênios a serem firmados com organizações não-governamentais (ONGs) e outras entidades.

Além do ganho ambiental, o secretário de Meio Ambiente e Turismo da cidade, também prevê retorno financeiro para os agricultores locais. “Ao cercar os 50 metros no entorno da nascente, o proprietário protege cerca de 8 mil metros quadrados. Nesse mesmo espaço, se plantado soja daria em torno de 35 sacas/ano, ou o mesmo que R$1,2 mil bruto. Ao preservar a nascente, ao ano nesse mesmo espaço de chão, o agricultor poderá receber até 1,2 mil líquido por nascente cadastrada e devidamente protegida”, avalia.

Por Cyntia Ribeiro

terça-feira, 7 de abril de 2009

Brasil e EUA concluem Acordo sobre biocombustíveis e deixam tarifas de fora

O Brasil e os Estados Unidos da América (EUA) - os dois maiores produtores de etanol do mundo - concordaram, no último dia 9 de março, em avançar em cooperação, pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis. Não chegaram, entretanto, a nenhum acordo referente a mudanças nas atuais tarifas sobre os produtos brasileiros exportados para o mercado estadunidense. Durante a visita de George W. Bush a cinco países da América Latina, a Secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, e o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, assinaram um memorando de entendimento que visa a impulsionar a cooperação entre os dois países em novas tecnologias para biocombustíveis, estímulo de investimentos do setor privado e uniformização dos padrões para biocombustíveis nos níveis bilateral, regional e multilateral.

O acordo descreve os projetos de biocombustíveis como "uma força potencial transformadora na região para diversificar fontes de energia, aumentar o crescimento econômico, impulsionar as agendas sociais e melhorar o meio-ambiente." No nível bilateral, os dois países pretendem avançar em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para biocombustíveis de nova geração, produzidos a partir de farpas de madeira e grama. Atualmente, a maior parte dos biocombustíveis produzidos em ambos os países são de primeira geração, ou seja, feitos a partir de colheitas de cana-de-açúcar no Brasil e de milho nos EUA. Ademais, o acordo busca estimular a transferência de tecnologia para outros países que também queiram produzir esse tipo de combustível, dentre os quais, países da América Central e do Caribe.

Durante uma conferência de imprensa, após a assinatura do acordo com George Bush, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que "se financiarmos projetos de produção de biodiesel e etanol em países pobres e se os países ricos comprarem esse biodiesel produzido nos países pobres, isso significará que os investimentos feitos produziram resultados, ao mesmo tempo em que - o mais importante - geraram empregos".

Em nível global, os dois países comprometeram-se a expandir o desenvolvimento de um mercado global de biocombustíveis, a partir do desenvolvimento de padrões e códigos que uniformizem a definição do etanol. O objetivo é que este novo combustível possa ser negociado nos mercados globais da mesma forma que outros produtos, como, por exemplo, o petróleo. Uma semana antes da visita de Bush ao Brasil, Brasil e EUA já tinham anunciado a criação de um Fórum Internacional de Biocombustíveis para estimular o desenvolvimento de um mercado global para o biocombustível. Essa iniciativa foi tomada em conjunto com China, Índia e África do Sul, grandes consumidores e potenciais produtores desse produto.

O acordo Brasil-EUA não trata da questão polêmica das tarifas de importação aplicadas ao etanol pelos EUA. A produção do etanol brasileiro, obtido a partir da cana-de-açúcar, é mais barata do que a do etanol de milho produzido nos EUA. Além disso, o etanol brasileiro é mais eficiente na preservação do meio ambiente, isto é, no que se refere às emissões de gás que causam o efeito estufa. Contudo, exportadores brasileiros de etanol enfrentam uma tarifa ad valorem de 2,5% aplicada em conjunto com uma tarifa específica de 54 centavos de dólar por galão ao exportarem para os EUA. Aliados a essas barreiras, encontram-se os subsídios concedidos pelo governo dos EUA aos produtores de etanol no seu país: subsídios pesados à produção de milho, mais 51 centavos de dólar por galão de etanol misturado à gasolina. O acordo assinado em São Paulo apenas indica que essas questões deverão ser discutidas no Fórum Internacional de Biocombustíveis. Estranhamente, enquanto o Presidente Lula se queixava das tarifas, George Bush afirmava em uma conferência de imprensa que elas seriam mantidas. O Presidente estadunidense explicou que a lei relativa a tarifas expirará em 2009 e que o Congresso dos EUA irá levá-las em consideração apenas a partir desta data. Tais tarifas foram introduzidas em 1980 e têm sido renovadas reiteradamente, com algumas flutuações no seu valor.

Em Washington, o Senador Charles Grassley, um republicano do estado de Iowa, expressou sua satisfação com fato de o acordo firmado entre Bush e Lula ser genérico e acredita que uma cooperação muito detalhada eventualmente poderia ter prejudicado os produtores de etanol dos EUA. "Um cínico pode dizer que este acordo busca estimular a demanda em outras partes da América Latina, para que absorvam o etanol brasileiro de modo a não ameaçar o mercado dos EUA," disse Ron Steenblik, dirigente da iniciativa global de subsídios do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD, sigla em inglês). Oficiais do Departamento de Estado dos EUA e do Ministério brasileiro das Relações Exteriores estão encarregados da execução do acordo. Bush e Lula encontram-se em Camp David em 31 de março para darem continuidade às discussões.

C/A

sábado, 21 de março de 2009

NOVA LEI PERMITE INVESTIMENTOS EM TRANSPORTE DE GÁS NATURAL

No último dia 5, foi sancionada a Lei n.º 11.909, que introduziu novo marco regulatório para o transporte de gás natural no Brasil e atividades associadas. Além de dispor sobre normas para a exploração econômica do transporte de gás natural, incluindo os processos de tratamento, processamento, estocagem, liquefação, regaseificação e comercialização do gás, a Lei prevê a possibilidade de o Ministério das Minas e Energia, por iniciativa própria ou de terceiros, propor a construção ou ampliação da infra-estrutura de transporte, promovendo, para tanto, processo de licitação pública.

A Lei também prevê a possibilidade de utilização de PPPs e recursos da CIDE e CDE para viabilizar a construção de gasodutos de transporte de relevante interesse público, demonstrando o intuito de fomentar o investimento em transporte de gás no Brasil. Até então, na ausência de lei específica sobre o tema, projetos de transporte de gás necessitavam apenas da autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O regime de concessão torna obrigatória a realização de licitação pública prévia, bem como o cumprimento de toda a legislação referente a essa modalidade de prestação de serviços a União. A Lei também disciplina o livre acesso de terceiros aos gasodutos de transporte, mediante processo de chamada pública para contratação de capacidade, com tarifa máxima pré-fixada pela ANP.

Para os advogados José Virgilio Enei e Ana Karina Esteves de Souza, do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice, a nova lei introduziu novo marco regulatório para o setor de transporte do gás natural e pode tornar mais atraente investimentos no setor. "Além de introduzir novo marco regulatório para o transporte de gás natural, a nova lei visa a incentivar novos investimentos na expansão da infra-estrutura de transporte de gás. Espera-se que deve atrair novos players para o setor, aumentando assim a competitividade", afirma Ana Karina.

Os advogados explicam ainda que o setor de transporte de gás no Brasil necessita expandir sua rede para atender à crescente demanda. "Nesse sentido, a nova lei prevê também a possibilidade de projetos de transporte de gás serem viabilizados por meio de parcerias público-privadas, o que pode viabilizar empreendimentos de interesse público que necessitem de investimentos mais vultosos", completa José Virgílio.

Embora preveja um regime de transição para alguns casos, a lei já está em vigor. Para comentar este tema, indicamos os advogados José Virgilio Enei e Ana Karina Esteves de Souza.

Do Cia da Informação

quinta-feira, 5 de março de 2009

Cidades e Meio Ambiente vão implementar inspeção veicular ainda este ano

Ainda este ano deverá passar a ser obrigatório que todos os veículos automotivos do país passem pela inspeção veicular. Em reunião na tarde de hoje (4), os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e das Cidades, Márcio Fortes, decidiram se antecipar ao projeto de lei, que tramita há oito anos na Câmara dos Deputados.

A obrigatoriedade da inspeção veicular, que já está prevista no Código Brasileiro de Trânsito, deverá sair do papel por meio de um decreto ou de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O Contran já tem uma resolução sobre o assunto, que está suspensa. Existe também a possibilidade de que ela seja retomada.

“A inspeção veicular ajuda a fechar três buracos: o da camada de ozônio, o do pulmão, que é atingido pela fumaça, e o do bolso, já que os veículos bem regulados consomem menos combustível”, explicou Minc.

Segundo ele, a norma poderá seguir os moldes da lei, que já existe no estado do Rio de Janeiro, onde a inspeção é obrigatória há 12 anos. Lá, as punições começaram primeiro pelos veículos grandes, como ônibus e caminhões, e pelos veículos comerciais. Só oito anos depois da vigência da lei é que os carros menores começaram a ser punidos, quando não eram aprovados na inspeção.

Já Márcio Fortes ressaltou o aumento da segurança como um dos motivos para agilizar o início da inspeção. “Eu ressalto ainda um quarto buraco que não foi citado pelo ministro Minc, o da vida. Os itens de segurança, como os freios, por exemplo, também serão inspecionados. E com um carro desregulado você pode matar e pode morrer”, ressaltou Fortes.

O presidente do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alfredo Peres da Silva, e o deputado Hugo Leal (PSC-RJ), que faz parte da Comissão de Viação e Transportes, também participaram da reunião.

Para Hugo Leal, não há nenhum inconveniente na antecipação do Poder Executivo ao editar um decreto ou uma resolução antes da aprovação da lei pelo Congresso Nacional. “A lei já existe e está no Código de Trânsito. O que os ministros estão fazendo é colocar em prática. A nova lei virá como uma cereja no bolo, amarrando todos os detalhes que faltarem”, avaliou.

Nos próximos dias os setores jurídicos dos ministérios e da Casa Civil devem se reunir para decidir se a norma será editada por decreto ou por resolução e como deverá ser feita a implementação de medidas punitivas para os carros que apresentarem problemas. Segundo os ministros, também serão avaliadas as formas de incentivar os estados a implementar a inspeção, uma vez que os Departamentos de Trânsito (Detran) são órgãos estaduais.

Por Mariana Jungmann

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

PAÍSES DA ALBA CRIAM EMPRESA SUPRANACIONAL DE ALIMENTOS

PAÍSES DA ALBA CRIAM EMPRESA SUPRANACIONAL DE ALIMENTOS

CARACAS, 2 FEV (ANSA) - Reunidos em uma cúpula extraordinária na Venezuela, os governos dos países que integram a Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), decidiram criar uma empresa supranacional de produção de alimentos.
A companhia terá um aporte inicial de US$ 50 milhões, dinheiro que sairá de um fundo comum criado em 2008 e será administrado pelo Banco da Alba. Sua função será garantir a segurança alimentar nos países membros do bloco: Venezuela, Bolívia, Cuba, Honduras, Nicarágua e Dominica.
Durante o encontro, que também serviu como celebração de seus 10 anos de governo, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e as demais autoridades presentes, ressaltaram a importante contribuição da Alba para incentivar a integração regional.
Ao abrir a Cúpula, Chávez definiu o bloco como "a expressão do novo espaço geopolítico, o amanhecer de uma nova era", cuja criação representa "uma nova época de libertação, de desenvolvimento dos povos da América Latina".
Já o vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado, indicou que o impacto da Alba "beneficiou milhões de pessoas" com seus programas de assistência médica, alfabetização, produção de alimentos e cooperação energética.
O político assegurou que o bloco "é a única opção viável neste momento de crise e turbulência econômica", e que será "o instrumento da nova independência" de seus países membros.
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, disse por sua vez que "a solidariedade dos povos é imprescindível para enfrentar os efeitos da crise financeira".
O encontro também contou com a presença dos presidentes da Bolívia, Evo Morales, e de Honduras, Manuel Zelaya, além do primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit. O presidente do Equador, Rafael Correa, e o ministro do Trabalho do Uruguai, Eduardo Bonomi, participaram como convidados.

(ANSA)

domingo, 25 de janeiro de 2009

Opinião - Biocombustíveis e o protecionismo Democrata

Os biocombustíveis representam um grande avanço na oferta de energia mais limpa, criação de empregos, multiplicação da renda, ingresso de divisas e até geração de eletricidade, por meio da queima do bagaço da cana de açúcar. Não são, portanto, os "vilões" da queda da produção de alimentos, como tentaram equivocadamente sugerir alguns países e organismos multilaterais. Sob esse aspecto, é questionável a produção, nos Estados Unidos, de etanol de milho, este sim um produto importante na cadeia dos alimentos.

No Brasil, porém, a realidade dos biocombustíveis é uma resposta concreta ao desafio mundial de abastecimento de energia mais limpa e abundante. Nosso país é o que tem o maior potencial de geração de energia hidrelétrica. Também é o que dispõe da maior área de terras ainda a serem cultivadas: 100 milhões de hectares. Sua agropecuária cobre 235,1 milhões de hectares, dos quais a produção de etanol ocupa apenas 1,25% na cultura da cana de açúcar, para o processamento atual de 20 bilhões de litros por ano. Ademais, os investimentos em curso na instalação de usinas de álcool, que não deverão ser afetados de modo agudo pela crise internacional, expandirão a capacidade produtiva nacional para 25 bilhões de litros por ano, em 2010.

Todos esses dados evidenciam que o Brasil está pronto para responder à equação da sobrevivência e da sustentabilidade, que exige investimentos em preservação e recuperação de ecossistemas, redução da emissão dos gases do efeito estufa e em capital humano. Nosso país é um dos principais agentes desse processo, considerando seu imenso potencial para a produção de energia limpa e renovável e sua responsabilidade sobre ativos intangíveis de seu território – e da humanidade! –, como as maiores biodiversidade e reserva hídrica.

O programa do etanol e toda a tecnologia a ele agregada, inclusive a da indústria automotiva, demonstram o potencial do Brasil como protagonista da redenção ambiental do planeta. Considerando a grandeza e significado dessa responsabilidade, o país não precisa ter o ganho econômico como meta única dessa ação de elevado interesse mundial. Entretanto, é lícito e justo que usufrua desse estratégico diferencial competitivo para alavancar seu desenvolvimento, e explore comercialmente o que a natureza exuberante e o talento de seu povo proporcionam à presente civilização.

Assim, é óbvio que os biocombustíveis constituem-se em um dos principais pontos das relações multilaterais do Brasil e, sem dúvida, da interação com os Estados Unidos. O governo do ex-presidente George W. Bush, embora jamais tenha abdicado do programa de etanol de milho, sempre buscou manifestar apoio ao álcool combustível brasileiro, inclusive na visita que fez ao país, em 2007. Na gestão de Barack Obama não deverá ser diferente, a despeito de o Partido Democrata, ao qual pertence o recém-empossado chefe da nação norte-americana, ser reconhecidamente mais protecionista na área econômica.

Caberá aos responsáveis por nossa política comercial mostrar ao novo governo dos Estados Unidos o significado mundial de nossa bioenergia de fontes renováveis, inclusive como sólido argumento na discussão de questões delicadas, como os subsídios agrícolas e sobretaxas aduaneiras que prejudicam nossas exportações ao primeiro mundo. Entendida a premissa, é fundamental, por outro lado, manter e ampliar a produção de alimentos, continuar os investimentos no desenvolvimento da indústria, pesquisa e inovação e promover o fomento equilibrado de todos os segmentos da economia nacional. Nesse contexto, é muito correto produzir etanol e outros biocombustíveis em larga escala e utilizá-los como vantagem competitiva num mundo carente de energia mais barata e não poluente.

Por Guilherme Sabino Ometto

domingo, 28 de dezembro de 2008

Extra - A Galp e a Petrobrás fazem nova descoberta de petróleo no Brasil


A Galp Energia e a Petrobras, a companhia petrolífera estatal brasileira, anunciaram esta sexta-feira, a descoberta de um novo poço de petróleo «onshore» na bacia do Espírito Santo, segundo o site da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

De acordo com um comunicado publicado na ANP, citado até pela agência «Bloomberg», a descoberta está localizada a 1.045 metros de profundidade.

A Petrobras e Galp Energia informaram que ainda não foi possível determinar se a nova descoberta é comercialmente viável.

Do Today Brazil

sábado, 20 de dezembro de 2008

Sucesso - Cumprimento de metas pode transformar Brasil em potência ambiental


O Brasil pode vir a ser uma potência ambiental e o primeiro país tropical a se tornar desenvolvido, se cumprir todas as metas “ousadas” já anunciadas pelo governo para a redução do desmatamento e a conseqüente diminuição da emissão de gás carbônico.

A afirmação foi feita pelo cientista Carlos Nobre, ao proferir a aula inaugural do curso de especialização em Mudanças Climáticas e Mercado de Carbono, promovido pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), na quarta-feira (17), no Pavilhão de Aulas da Federação (PAF) da Ufba.

Nobre disse ainda que o aquecimento global será mais cruel com quem menos contribui para isso - os povos e classes sociais mais pobres. E que no mundo desigual em que vivemos os efeitos das mudanças climáticas irão aumentar ainda mais as desigualdades, citando doenças endêmicas - como a leptospirose -, que resultam de aspectos climáticos e ambientais.

Ele fez um retrospecto da evolução histórico das mudanças climáticas no planeta e disse que o Brasil contribui para o aquecimento global, com a emissão de gás carbônico causada principalmente pelo uso inadequado da terra, que enfrenta o desmatamento e as queimadas.

Para o Brasil, cujo Produto Interno Bruto (PIB) depende, em mais de 50%, de recursos naturais renováveis como a agricultura e geração de energia, a redução dos fatores que causam a emissão de gases causadores do efeito estufa pode significar a oportunidade de se tornar uma potência ambiental.

O professor enfatiza ainda que a Terra está em processo “inequívoco” de aquecimento, e registrou, nos últimos 12 anos, níveis de temperatura maiores do que os registrados desde 1850, quando a medição começou a ser feita.

O cientista apontou algumas causas - como a emissão de gases causadores do efeito estufa - e conseqüências, o aumento da quantidade de desastres naturais em várias regiões do planeta. Para ele, “as mudanças provocadas pela atividade humana no planeta, durante as últimas décadas são de uma magnitude equivalente a uma era geológica”.

Agecom - Assessoria Geral de Comunicação Social do Governo do Estado da Bahia
agecom@agecom.ba.gov.br 55 71 3115-6468
CAB, 3ª Avenida, nº 390, Plataforma IV, 1º andar, Paralela. CEP: 41.745-005 Salvador - Bahia - Brasil

Com Agências

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Brasil: produção recorde de cana-de-açúcar e etanol em 2008

A produção brasileira de cana-de-açúcar e de etanol vai registar um novo recorde histórico este ano, com um significativo aumento em diversas regiões do país, anunciou hoje uma fonte oficial.

No total, serão processadas 571,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um aumento de 13,9 por cento em relação a 2007, numa área plantada de 8,5 milhões de hectares.

Trata-se do maior volume já processado pela indústria brasileira do sector, salientou a estatal Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) num comunicado.

Do total da produção, 325,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um aumento de 20,1 por cento, foram utilizadas para a produção de 26,6 mil milhões de litros de etanol.

A produção de 32,1 milhões de toneladas de açúcar consumiu 246 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um aumento de 6,7 por cento.

O volume processado pela indústria equivale a cerca de 9,5 milhões de caminhões que ocupariam cerca de 285.000 quilómetros de estradas, caso fossem enfileirados, referiu o comunicado.

Blog com agências

domingo, 7 de dezembro de 2008

Lamento pelo Planeta

Até agora, não escrevi uma única vez sobre a tragédia em Santa Catarina simplesmente porque não sabia o que escrever. O que aconteceu num Estado que todos, quando o citam, lembram de sua beleza, furta-me as palavras. Não tendo o que dizer, pois, resta-me apenas lamentar.

Fica difícil dizer algo que ajude as vítimas da tragédia ou mesmo que ajude a prevenir que esta não volte a ocorrer. A fúria da Natureza manifestou-se de forma tão impressionante que ninguém ousou questionar qualquer mortal por não ter tomado medidas para enfrentá-la. Ficou completamente evidente que o poder que se manifestou transcende muitas vezes o do homem.

A mídia reproduz até os esforços desesperados dos governos federal, estadual e da sociedade civil para mitigarem a dor das vítimas. O dinheiro público jorra, a solidariedade da sociedade é generosa, farta e célere, mas todos sabem que são apenas esforços humanos contra um poder superior. Somos apenas homens contemplando o Poder da Criação.

Todavia, se talvez eu pudesse tentar dizer alguma coisa que importasse e que pudesse fazer sentido, que nos permitisse racionalizar sobre tudo isso, eu diria que a Natureza é poderosa demais, que a Criação é poderosa demais para ser provocada como temos feito.

A irracionalidade da busca hedonista do homem emerge em cena com toda a sua exuberância bizarra. Nesse espasmo desvairado de nossos desejos por moldar a realidade ao nosso redor, terminamos explodindo o chão sob nossos pés ao extinguirmos o ar à nossa volta e exaurirmos os recursos naturais nas entranhas do planeta.

Quantos, porém, clamarão pela preservação do meio-ambiente de forma muito mais clara, muito mais objetiva e muito mais inteligente do que a minha, mas sem obterem nem um átimo a mais do que eu da atenção dos que poderiam determinar a preservação do planeta?

“Mais um texto ecochato”, é o que diriam os senhores da guerra econômica que o planeta trava se lessem o que estou escrevendo, pois lutam uma guerra na qual não há espaço para preocupações com o futuro e na qual só o presente interessa, com todas as suas cifras, dividendos e royalties.

Não há como usar o futuro da humanidade para barganhar com os donos do planeta, com os semideuses que decidem quanto, quando e como iremos poluí-lo, saqueá-lo e destruí-lo nessa busca desenfreada por lucros imediatos e palpáveis. O que nos resta, assim, é elevar aos céus este lamento por um planeta que estamos estrangulando, mas que começa a reagir.

Por Eduardo Guimarães

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ao Vivo - Conferência Internacional sobre Biocombustíveis


Entre os dias 17 e 21 de novembro de 2008, será realizada em São Paulo, Brasil, a “Conferência Internacional sobre Biocombustíveis: os biocombustíveis como vetor do desenvolvimento sustentável”.

A Conferência contribuirá para a discussão internacional sobre os desafios e oportunidades apresentados pelos biocombustíveis, e será importante ocasião para a abordagem objetiva de temas relacionados aos biocombustíveis, como segurança energética, produção e uso sustentáveis, agricultura, processamento industrial, além de questões ligadas a especificações e padrões técnicos, comércio internacional, mudança do clima, e o futuro dos biocombustíveis.

Participarão da Conferência representantes de governos, organismos internacionais, parlamentares, comunidade científica e acadêmica, iniciativa privada, sociedade civil e ONGs, entre outros. Todos os países-membros da ONU foram convidados.

O evento será organizado em dois grandes segmentos: Segmento “Sessões Plenárias”, aberto ao público, nos dias 17, 18 e 19 de novembro de 2008, e Segmento “Intergovernamental de Alto Nível”, nos dias 20 e 21 (Dinâmica e Funcionamento).

Serão discutidos cinco grandes temas relacionados aos biocombustíveis:

a) Biocombustíveis e Segurança Energética: transição da matriz energética; diversificação das fontes; universalização de acesso;

b) Biocombustíveis e Mudança do Clima: mitigação das emissões de gases do efeito estufa, mudança de uso da terra; análise comparativa do ciclo de vida;

c) Biocombustíveis e Sustentabilidade: segurança alimentar; geração de renda, desafios para os ecossistemas;

d) Biocombustíveis e Inovação: pesquisa e desenvolvimento; biocombustíveis de primeira e segunda geração; oportunidades para a Ciência e Tecnologia; e

e) Biocombustíveis e Mercado Internacional: regras comerciais; questões técnicas; padrões sócio-ambientais.

Durante os dois últimos dias, 20 e 21, ocorrerão os debates no âmbito do Segmento Intergovernamental de Alto Nível, em formato de mesas redondas, do qual participarão representantes de governo, em nível ministerial, e organismos internacionais.

Assista AO VIVO

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Produção brasileira de biocombustíveis não ameaça a de alimentos, mostra estudo


Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, não há competição entre a produção de biocombustíveis e a de alimentos no Brasil. A conclusão é da tese de mestrado em Agronegócio de Dora Isabel Hernández, estudante da Universidade de Brasília (UnB).

De acordo com a tese Efeitos da Produção de Etanol e Biodiesel na Produção Agropecuária do Brasil, o país tem áreas suficientes para produzir cana-de-açúcar e oleaginosas destinadas, respectivamente, produção de etanol e de biodisel, sem que seja necessário ocupar terras de outras culturas, como soja, milho, feijão, algodão e arroz.

A agricultura brasileira pode produzir um bem escasso, a energia renovável, que é mais amigável ao meio ambiente que o petróleo, assinala o professor da UnB Flávio Borges Botelho, orientador da tese defendida por Dora Hernández.

Segundo o professor, o Brasil tem espaço para expandir a produção de bioenergia sem que isso afete a floresta Amazônica ou a produção de alimentos em outras regiões. Vamos converter basicamente área de pastagem em área cultivada [com cana e oleaginosas destinadas, respectivamente fabricação de etanol e biodiesel]."

Já nos Estados Unidos (EUA), eles ocupam a área destinada produção de milho, destinada ração animal, para cultivar o grão que é usado na fabricação de etanol, acrescenta Botelho.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Acabar com aliciador de mão-de-obra rural é meta de programa


O Ministério do Trabalho e Emprego lança hoje (3) programa voltado para a intermediação e a capacitação de mão-de-obra rural. Chamado de Marco Zero, o projeto conta com a parceria dos estados do Maranhão, Pará, Piauí e de Mato Grosso. A cerimônia será às 10h em Imperatriz.

O objetivo é tentar eliminar o papel do aliciador ilegal de trabalhadores - o chamado gato - e garantir o cumprimento das leis trabalhistas.

Os primeiros estados escolhidos para a implantação do programa foram identificados como áreas de fluxo migratório, uso intensivo de mão-de-obra rural, aliciamento de pessoas para trabalho análogo ao de escravo, de origem ou residência de trabalhadores resgatados e com forte presença de organizações não-governamentais que tratam do tema.

Participam da cerimônia, às 10h, em Imperatriz (MA), o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, os governadores dos estados incluídos na ação, a representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Laís Abramo e secretários estaduais.

Da AB

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Biodiesel: para cada região, uma solução


A produção de matéria-prima para o biodiesel não precisa ser restrita aos grandes produtores ou a apenas uma cultura. As pequenas propriedades familiares e as entressafras, se bem aproveitadas, podem garantir ao Brasil a auto-suficiência energética sustentável.

“Exportar biodiesel nas atuais condições é ambientalmente insustentável. A substituição de importação é o objetivo imediato do setor”, garantiu Univaldo Vedana, analista de biodiesel do portal BiodieselBR.com.

A escolha da cultura de acordo com o mais adequado para cada região é essencial. Além de resultar em maior produção de óleo por hectare, não exige que o agricultor abandone os alimentícios ou mude radicalmente sua maneira de trabalhar.

“Só não podemos continuar cometendo erros previsíveis como a mamona no Rio Grande do Sul ou o girassol no Nordeste. Plantas anuais no Nordeste são um problema. Sem contar que plantar mamona no verão lá seria deixar de produzir arroz e feijão; como dar a arma ao bandido”, disse Vedana.

A agricultura familiar é solução viável ao abastecimento da indústria de biocombustível e pode levar emprego e renda ao campo. Embora a primeira tentativa governamental – a mamona – não tenha sido muito bem sucedida, o cultivo em pequenas propriedades ainda pode garantir vantagens econômicas, sociais e ambientais na produção de óleo vegetal.

Pinhão manso, leucena e moringa são exemplos que poderiam ser muito bem aproveitados pela região Nordeste. São indicados para áreas secas, não dependem de chuvas regulares e são adequados ao plantio em associação. Abóbora, gergelim, feijão guandu e outros, quando plantados em consórcio, são beneficiados da sombra e camada vegetal proporcionadas pelas oleaginosas.

Ademais, o cultivo em consórcio incrementa a renda dos produtores e alavanca a produção alimentícia. A demanda por mão-de-obra ainda acresce empregos ao campo e ajuda a fixar renda no local. A preocupação justifica-se do ponto de vista ético: a segurança energética deve se aliar à segurança alimentar e não desestabilizá-la.

A região Norte seria beneficiada com a produção do dendê. Entre outras plantas nativas, ele poderia ser utilizado para reflorestamento de áreas desmatadas pela pecuária, que se degradam rapidamente. “Só o estado do Pará estaria apto a produzir todo o biodiesel necessário para o país”, afirmou Donato Aranda, engenheiro químico e coordenador do Laboratório de Tecnologias Verdes (Greentec) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No Sul, está comprovado o sucesso da canola, da linhaça, do nabo forrageiro e do girassol de primavera. No Centro Oeste, como em Goiás, a produção de girassol também foi eficaz. Nas áreas em que o plantio de soja ou milho já foi implantado, é possível utilizar-se da entressafra para o cultivo de plantas como girassol, amendoim, canola, crambe e linhaça.

Tal método evita o desmatamento por aproveitar as áreas já utilizadas pela safra de verão e funcionaria como uma resposta rápida à demanda das usinas. O empobrecimento do solo acaba retardado pelo processo, que é mais rápido nas monoculturas.

A agricultura mecanizada pode ajudar as grandes usinas a suprir os centros de maior demanda energética e, mais tarde, a exportar. Enquanto isso, a agricultura familiar encarrega-se de produzir variedade de oleaginosas, gerar emprego no campo e também alimentar as pequenas usinas regionais, evitando maiores gastos com transporte e driblando possível falta de infra-estrutura.

As pequenas usinas são viáveis à produção de energia para cooperativas e municípios. Possibilitar o desenvolvimento local não só gera distribuição de renda como garante melhor aproveitamento do potencial do país. As pequenas usinas são aliadas à retenção de riquezas locais e agregam valor à produção agrícola.

O uso inteligente das terras brasileiras pode assegurar ao país alimento e energia com vantagens sociais e ambientais. “Falta um Estado indutor, com política agrícola satisfatória”, colocou Vedana. São precisos, no entanto, revisão da carga tributária, concessão de benefícios e políticas agrícolas específicas e regionais para que o plano dê certo.

Por Nina Adorno

sábado, 11 de outubro de 2008

Por pontos, Massa promete ser "rápido e agressivo"

A sete pontos de Lewis Hamilton, líder do Mundial, Felipe Massa chegou apenas em quinto lugar no treino classificatório para o Grande Prêmio do Japão, realizado neste sábado, e viu o concorrente da McLaren garantir a pole

"Tem que tentar fazer uma boa largada, ser rápido e não perder as chances que aparecerem. É importante marcar pontos, independente de quantos forem. Tenho que ser rápido e agressivo pensando nos pontos", afirmou Massa.

O brasileiro admitiu uma certa decepção em relação ao seu desempenho no treino. "Você fica chateado quando não consegue tirar o melhor do carro. Se tivesse feito uma boa volta e ficado em quinto, seria diferente", declarou Massa, que quebrou o recorde da pista na segunda sessão.

Por outro lado, o piloto da Ferrari acredita na possibilidade de fazer ultrapassagens em Fuji. "Não é fácil, mas é possível fazer ultrapassagens. É melhor do que muitas pistas do campeonato e a possibilidade existe".

Massa admite que sua relação com o finlandês Kimi Raikkonen é apenas profissional. No entanto, reconhece a importância do companheiro que larga ao lado de Lewis Hamilton na primeira fila. "Se ele ganhar a primeira posição, seria bom e importante para o campeonato".

Para completar, Massa ainda está em desvantagem em relação a Heikki Kovalainen. Parceiro de Hamilton na McLaren, ele larga em terceiro. "É um prejuízo começar atrás do companheiro do competidor. Quem sabe não conseguimos passar, talvez na pista ou na estratégia".

Felipe Massa fez questão de deixar claro que ainda acredita no título. "Bem, com certeza a chance ainda existe. Temos 30 pontos diante de nós. Hoje o resultado não foi bom, mas isso não significa que amanhã será igual".

Do Terra

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Bush vem ao Brasil para reunião sobre biocombustível

Em novembro, mesmo mês das eleições presidenciais nos Estados Unidos, o presidente americano, George W. Bush, fará sua última visita ao Brasil, para participar da conferência mundial sobre biocombustíveis convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Bush, que tem sido criticado por Lula pela sua incapacidade de conter a disseminação global da crise financeira iniciada nos EUA, mantém boas relações com o brasileiro, e fez questão de aproveitar o evento para chamar atenção à aliança firmada entre Brasil e EUA, na promoção do etanol combustível.

A conferência deve reunir ministros de dezenas de países para discutir vantagens e desvantagens do uso do etanol e suas conseqüências para a produção de alimentos. Desenhada para a participação dos ministros envolvidos com o tema, ela terá poucos chefes de Estado, além de Bush. Até agora manifestaram a intenção de acompanhar a conferência os primeiros-ministros da Indonésia e da Dinamarca.

O mandatário dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, é aliado de Lula na defesa do etanol combustível, e já declarou isso quando visitou o Brasil, em abril. Ele será o anfitrião, em 2009, da conferência de Copenhague sobre aquecimento global, que pretende estabelecer um sucessor para o protocolo de Quioto, destinado a limitar as emissões de gases provocadores do efeito estufa.

A conferência sobre biocombustíveis é a resposta de Lula às críticas internacionais contra o etanol, por seus efeitos danosos ao meio ambiente e sobre o mercado de preços agrícolas. Ele espera tirar, do encontro, um consenso global em favor do desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para o uso do etanol de cana-de-açúcar como combustível. A conferência replicará, em parte, o modelo adotado no Fórum Econômico Mundial, com mesas de debates comandadas por autoridades e especialistas de reconhecimento mundial e reuniões de ministros, que receberão as conclusões técnicas para decisão política.

Do Valor Econômico

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Pré-sal reforça necessidade de aperfeiçoar contabilidade pública

O aprimoramento das práticas contábeis do setor público, em estudo no governo, se tornou mais relevante com a descoberta da camada de petróleo e gás do pré-sal, que tende a elevar as riquezas do país, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin nesta terça-feira.

"A convergência para as normas internacionais, para o sistema patrimonial, o país vem estudando já há bastante tempo", disse Augustin a jornalistas. "Evidentemente que, na medida em que o país tem hoje uma riqueza importante, que é o pré-sal, é ainda mais necessário e importante que ele tenha o melhor sistema de estatística e contabilidade."

O secretário explicou que o governo quer incorporar a suas estatísticas fiscais dados aprimorados sobre variações no balanço patrimonial do setor público.

Assim, investimentos feitos por estatais passarão a ser computados não apenas como despesas --como ocorre atualmente--, mas também impactarão positivamente o balanço patrimonial, na medida em que haveria um aumento correspondente do ativo das empresas.

A mudança pode evitar que os gastos bilionários que a Petrobras, ou outro ente do setor público, tenha que fazer para explorar o pré-sal façam um estrago grande sobre os dados primários, sem que seja explicitado o crescimento do ativo do governo.
Portaria assinada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União, determinou ao Tesouro Nacional que tome as medidas necessárias para convergir as demonstrações contábeis do governo às normas da Federação Internacional de Contadores (IFAC, na sigla em inglês), que tem como foco os balanços patrimoniais.

Augustin afirmou que as inovações na contabilidade devem ser feitas de forma lenta e gradual e que o governo não deixará de divulgar de forma sistemática os dados do resultado primário e nominal e também da dívida pública --apesar de admitir que esses dados poderão sofrer adaptações.

Algumas das mudanças podem ser adotadas em 2010, disse Arno.

Ele acrescentou que, ao mesmo tempo em que o governo quer focar no balanço patrimonial, também pretende cada vez mais "olhar mais" para o resultado nominal (que inclui as despesas com juros) do que para o resultado primário.

Segundo Arno, essa mudança "pode, ou não, evoluir para uma adaptação do sistema de metas" fiscais do governo. A meta está fixada em 3,8 por cento do Produto Interno Bruto para o superávit primário de 2008 e 2009.

Por Isabel Versiani

domingo, 31 de agosto de 2008

O Que é Biodiesel?

O biodiesel é um combustível para ser utilizado nos carros ou caminhões, feito a partir das plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal).

Atualmente o biodiesel vendido nos postos pelo Brasil possui 2% de biodiesel e 98% de diesel (B2). O biodiesel só pode ser usado em motores a diesel, portanto este combustível é um substituto do diesel.

Para se produzir biodiesel, o óleo retirado das plantas é misturado com álcool (ou metanol) e depois estimulado por um catalisador. O catalisador é um produto usado para provocar uma reação química entre o óleo e o álcool. Depois o óleo é separado da glicerina (usada na fabricação de sabonetes) e filtrado.

Existem muitas espécies vegetais no Brasil que podem ser usadas na produção do biodiesel, como o óleo de girassol, de amendoim, de mamona, de soja, entre outros.

Para que você entenda melhor esse processo, veja como funciona:
As mistura entre o biodiesel e o diesel mineral é conhecida pela letra B, mais o número que corresponde a quantidade de biodiesel na mistura. Por exemplo, se uma mistura tem 5% de biodiesel, é chamada B5, se tem 20% de biodiesel, é B20. Hoje nos postos em todo o Brasil é vendido o biodiesel B2.

A utilização do biodiesel puro ainda está sendo testada, se for usado só biodiesel (100%) sem misturar com o diesel mineral, vai se chamar B100.

Definição Geral:

Combustível natural usado em motores diesel, produzido através de fontes renováveis, que atende as especificações da ANP.

Definição Geral estendida:

Combustível renovável derivado de óleos vegetais, como girassol, mamona, soja, babaçu e demais oleaginosas, ou de gorduras animais, usado em motores a diesel, em qualquer concentração de mistura com o diesel. Produzido através de um processo químico que remove a glicerina do óleo.

Definição Técnica:


Combustível composto de mono-alquilésteres de ácidos graxos de cadeia longa, derivados de óleos vegetais ou de gorduras animais e designado B100.

Definição da legislação brasileira:


Biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil.

Biodiesel é o nome de um combustível alternativo de queima limpa, produzido de recursos domésticos, renováveis. O Biodiesel não contem petróleo, mas pode ser adicionado a ele formando uma mistura. Pode ser usado em um motor de ignição a compressão (diesel) sem necessidade de modificação. O Biodiesel é simples de ser usado, biodegradável, não tóxico e essencialmente livre de compostos sulfurados e aromáticos.

O Biodiesel é fabricado através de um processo químico chamado transesterificação onde a glicerina é separada da gordura ou do óleo vegetal. O processo gera dois produtos, ésteres ( o nome químico do biodiesel) e glicerina (produto valorizado no mercado de sabões).

O biodiesel de qualidade deve ser produzido seguindo especificações industrias restritas, a nível internacional tem-se a ASTM D6751. Nos EUA, o biodiesel é o único combustível alternativo a obter completa aprovação no Clean Air Act de 1990 e autorizado pela Agência Ambiental Americana (EPA) para venda e distribuição. Os óleos vegetais puros não estão autorizados a serem utilizados como óleo combustível.

O biodiesel pode ser usado puro ou em mistura com o óleo diesel em qualquer proporção. Tem aplicação singular quando em mistura com o óleo diesel de ultrabaixo teor de enxofre, porque confere a este, melhores características de lubricidade. É visto como uma alternativa excelente o uso dos ésteres em adição de 5 a 8% para reconstituir essa lubricidade.

Mundialmente passou-se a adotar uma nomenclatura bastante apropriada para identificar a concentração do Biodiesel na mistura. É o Biodiesel BXX, onde XX é a percentagem em volume do Biodiesel à mistura. Por exemplo, o B2, B5, B20 e B100 são combustíveis com uma concentração de 2%, 5%, 20% e 100% de Biodiesel, respectivamente.

A experiência de utilização do biodiesel no mercado de combustíveis tem se dado em
quatro níveis de concentração:


· Puro (B100)
· Misturas (B20 – B30)
· Aditivo (B5)
· Aditivo de lubricidade (B2)

As misturas em proporções volumétricas entre 5% e 20% são as mais usuais, sendo que para a mistura B5, não é necessário nenhuma adaptação dos motores.

O biodiesel é perfeitamente miscível e físico quimicamente semelhante ao óleo diesel mineral, podendo ser usado em motores do ciclo diesel sem a necessidade de significantes ou onerosas adaptações.

Por ser biodegradável, não-tóxico e praticamente livre de enxofre e aromáticos, é considerado um combustível ecológico.

Como se trata de uma energia limpa, não poluente, o seu uso num motor diesel convencional resulta, quando comparado com a queima do diesel mineral, numa redução substancial de monóxido de carbono e de hidrocarbonetos não queimados

Do Biodieselbr

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Petrobras fecha segundo trimestre com maior lucro da história para o período

A Petrobras fechou o segundo trimestre do ano com um lucro líquido de R$ R$ 8,78 bilhões, o maior resultado da história da companhia para o período. O crescimento foi de 29% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Nos primeiros seis meses do ano, a estatal registrou um lucro líquido de R$ 15,7 bilhões, também um recorde, e 44% maior do que o do primeiro semestre de 2007.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (11) pelo diretor Financeiro e de Relações com os Investidores, Almir Barbassa.

“O resultado foi fruto do preço maior de venda dos produtos da Petrobras, inclusive do próprio petróleo, decorrente do crescimento do mercado internacional e doméstico, do maior volume comercializado em razão de uma maior produção e de uma demanda maior do mercado interno, aliados aos menores custos operacionais”, explicou o diretor.

Os resultados da companhia apontam para uma geração operacional de caixa de R$ 32,7 bilhões, também o maior resultado da história da companhia e 27% superior ao do primeiro semestre do ano passado.

A receita operacional líquida da estatal registrou aumento de 26%, quando comparada com o mesmo período de 2007, tendo atingido R$ 101,4 bilhões.

Os investimentos fecharam os primeiros seis meses do ano em R$ 20,89 bilhões, 46% dos quais na área de exploração e produção.

Da Agência Brasil

domingo, 3 de agosto de 2008

Brasil estuda acionar EUA na OMC por tarifa ao etanol

Após fracasso de Doha, país pode defender seu etanol na OMC.

Com o fracasso da Rodada Doha e a conseqüente paralisação das negociações sobre o etanol, que estavam sujeitas ao acordo global, o Brasil agora considera fazer uma consulta na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas para a exportação do produto cobradas pelos Estados Unidos.
A consulta na OMC é o primeiro passo para uma queixa formal de solução de controvérsias.

"Se não há uma solução com a rodada, vamos continuar buscando resolver esses problemas por meio de soluções de controvérsias", disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a um grupo de jornalistas.

Segundo a agência AP, o embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, disse que há uma "forte possibilidade" de o país fazer uma consulta formal sobre o caso na OMC em setembro.

Se em dois meses a consulta não resultar em um acordo, o país teria a possibilidade de pedir a criação de um painel para solução da controvérsia.

O etanol brasileiro paga atualmente uma taxa extra de 54 centavos de dólares por galão para entrar no mercado americano, além da tarifa regular de importação de 2,5% sobre valor do produto.

O setor privado no Brasil defende que a sobretaxa é uma forma mascarada de proteger contra a concorrência os produtores americanos, menos competitivos.

No início da semana, quando ficou evidente que Amorim não conseguiria solucionar a questão do etanol durante as discussões em Genebra, o presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, que acompanhava as negociações, já começou a falar na possibilidade de acionar os Estados Unidos na OMC.

"Vamos ter que levar adiante uma disputa. Essa sobretaxa não é uma prática justa", afirmou então.

Jank defende que a redução das tarifas européia e americana para o etanol permitiria a esses países aumentarem suas importações, o que beneficiaria os países mais pobres produtores de matérias-primas.

Rodada Doha

Dentro das negociações da Rodada Doha, o Brasil defendia que o etanol deveria fazer parte de uma lista de produtos ambientais que, por sua contribuição em conter a mudança climática e preservar o meio ambiente, teriam acesso livre a todos os mercados, em vez de serem submetidos aos cortes gerais de tarifas de importação.

Estados Unidos e União Européia, dois lugares onde grandes recursos públicos e altas tarifas de importação asseguram sua liderança nesse mercado, se opunham à idéia, alegando que faltam estudos mais profundos que comprovem sua eficácia e impacto ambiental.

Segundo dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em 2007 os países desenvolvidos destinaram US$ 15 bilhões em ajuda a seus produtores de biocombustíveis.

Segundo os críticos, essas subvenções garantem a liderança das duas potências no mercado global.

Em 2007, 60% de todo o biodiesel comercializado no mundo foi produzido pelos europeus. No mesmo ano, os americanos foram responsáveis por 48% de toda a produção mundial de etanol.

O Brasil produziu 31% do total de etanol, cerca de 15 bilhões de litros – mas apenas algo entre 3 mil e 5 mil litros foram destinados à exportação.

Da BBC

domingo, 13 de julho de 2008

Acelera Brasil - Petrobras em Hollywood

A marca da petrolífera brasileira será pela primeira vez inserida em um longa-metragem estrangeiro na forma de uma equipe de corrida. Procurada pela Warner Brothers, a Petrobras investirá US$ 1 milhão de dólares no filme. Em troca, exigiu de que a marca fosse associada a novos combustíveis. Nasceu assim a Petrobras Bioenergy, equipe que correrá no filme “Speed Racer” contra Mach 5, carro pilotado pelo protagonista, e companhia.

Outra exigência da estatal - além da menção ao biocombustível, que virou sua maior bandeira ecológica no exterior - é que não fosse vilanizada no filme ou associada a prejuízos ambientais. Segundo declarações de Luís Antônio Vargas, gerente de publicidade e promoções da Petrobras, ao jornal O Globo, o pagamento só sera efetuado depois que a Petrobras aprovar as cenas em que é mencionada no filme.

Essa prática não é nenhuma invenção recente, ainda que seja rara entre companhias brasileiras e Hollywood - chama-se product placement e é um dos principais meios de arrecadação de dinheiro na indústria do cinema. Basta lembrarmos da bola de vôlei de Náufrago ou dos carros de 007.

Se você quiser ver o Green Energy em ação, o carro - que funciona de verdade - fará duas voltas de apresentação neste fim de semana na corrida de stock-cars em Interlagos. Depois ficará em exposição no box da Petrobras e viajará o Brasil em seguida.

Dirigido por Larry e Andy Wachowski (Matrix), Speed Racer estréia em 9 de maio de 2008.

Da web

terça-feira, 8 de julho de 2008

Morgan Stanley vai investir em usina de álcool no Brasil

O grupo Morgan Stanley vai investir em um usina de álcool no Brasil e definirá até o fim do ano seu parceiro nesse novo empreendimento. O interesse de um dos três maiores bancos de investimento dos EUA no etanol brasileiro começou em setembro do ano passado, quando a divisão de commodities do grupo deu início no país à exportação do combustível.

Embora seja um negócio relativamente novo para a companhia, as exportações de etanol contratadas pela área de commodities do Morgan Stanley para 2008 deverão somar de 10% a 15% do total embarcado no país. A Unica (União das Indústrias de Cana-de-Açúcar) estima exportações totais de até 5 bilhões de litros para a safra 2008/09. "O Morgan Stanley tem interesse em álcool à base de cana", disse ao Valor Irineu Meira, vice-presidente da divisão de commodities no Brasil e coordenador de energia, que inclui petróleo e derivados, braço controlado pelo Morgan Capital Group, que será responsável pelos investimentos em usinas no Brasil. Nos Estados Unidos, o grupo teve participação em uma usina de etanol à base de milho, mas se desfez do negócio para concentrar forças do álcool de cana.

Os investimentos do Morgan Stanley serão definidos nos próximos meses e não deverão ficar restritos a apenas uma unidade industrial. Neste primeiro momento, contudo, o grupo analisa uma participação em torno de 40% nessa primeira planta.

O que é certo é que essa primeira usina deverá ser próxima de um porto, de preferência o de Santos (SP). "A localização geográfica é muito importante por causa da logística de escoamento da produção até o porto", disse Meira, um dos três executivos contratados pelo grupo para tocar os negócios de etanol. Os outros dois executivos também já foram contratados e atuam em Nova York e em Londres.

No país, a divisão de commodities do grupo começou a negociar álcool a partir de setembro de 2007. Meira trabalhava na Noble Group, empresa de capital asiático que fez sua estréia na produção de álcool no país no ano passado. Ele foi chamado pelo Morgan Stanley para dar impulso aos negócios de etanol no país.

O Brasil já abastece mais de 50% do volume global de etanol negociado pelo Morgan Stanley, segundo Irineu Meira. O grupo tem empresas próprias de formulação de gasolina nos EUA e na Europa. Metade do volume exportado pelo Morgan Stanley é consumido pelas empresas do próprio grupo e o restante no mercado internacional.

Com tradição em commodities, essa divisão do Morgan Stanley opera desde o início dos anos 80 e emprega cerca de 370 pessoas no país, EUA, Canadá, Reino Unido, Rússia, China, Japão e Cingapura. "Operamos com todas as commodities, inclusive agrícolas, mas nossa atuação consiste, sobretudo, em hedge [fixação de preços]. Somente em álcool há movimentação física", afirmou o executivo.

Nos Estados Unidos, o Morgan Stanley tem terminais com áreas de armazenagem, docas para petroleiros, estrutura para formulação de gasolina e uma distribuidora, a Transmontaigne, adquirida em 2006 e com capacidade para armazenar 21 milhões de barris em 49 terminais. Essas empresas são controladas 100% pelo Morgan Capital Group.

Segundo Meira, parte do etanol exportado pelo grupo a partir do Brasil é enviado para Transmontaigne, que trabalha na formulação da gasolina que será distribuída para os postos de combustíveis americanos. Essa gasolina formulada tem uma mistura de cerca de 10% de álcool anidro brasileiro. O Morgan Stanley formula aproximadamente 20 bilhões de litros de gasolina por ano.

Na Europa, o álcool anidro do país chega pelo porto de Roterdã, na Holanda, e também é adicionado à gasolina antes de ser distribuído aos postos de combustíveis. Meira afirmou que o grupo também tem interesse em fazer o mesmo no mercado asiático, sobretudo Japão e Cingapura.

O interesse estrangeiro no setor sucroalcooleiro do país não é novo e reflete o potencial de demanda por etanol no mercado internacional. Grupos ligados ao mercado financeiro também passaram a olhar o segmento como forma de investimento. O primeiro foi o banco americano Goldman Sachs , que por meio de um fundo, negociou participação minoritária no grupo Santelisa Vale, de Sertãozinho (SP), em 2007.

Por: Helena™

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Defesa do etanol brasileiro com sotaque francês

O francês Emmanuel Desplechin tem um trabalho . O ex-secretário geral da Associação de Etanol Industrial (de origem sintética) da Europa é, desde abril, representante para a União Européia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) do Brasil. Seu objetivo é promover os interesses da indústria sucro-alcooleira, que sofre forte protecionismo comercial no bloco. Agora, a prioridade de sua agenda é tentar mudar o que não agrada ao setor no projeto de lei de biocombustíveis da UE, convencendo representantes do bloco no Parlamento, no Conselho da UE e na Comissão Européia de que o etanol brasileiro é uma alternativa sustentável e, portanto, que a demanda deve ser incentivada.

Embora o discurso de Desplechin seja oposto ao do que o seu país de origem defende, o fato de ser e falar francês pode até ajudar, imagina ele, que ainda faz os últimos arranjos no recém-instalado escritório da Unica em Bruxelas. Ele já está acostumado à disputa entre França e Brasil. Tanto que questionado como é que foi escolhido para o cargo, vindo de onde vem, diz logo: "Sabia que você iria me perguntar isso."

O escritório em Bruxelas faz parte da estratégia da Unica de ter representações em lugares para onde há interesse em derrubar barreiras e exportar etanol, por isso, tem escritório em Washington (EUA) e pretende se instalar na Ásia. Para convencer os europeus uma das tarefas do executivo é explicar o que é o etanol de cana-de-açúcar é e como é produzido, que Desplechin já percebeu ser pouco conhecido por aqui. Ele, que está entre os 15 mil lobistas existentes em Bruxelas, diz que a melhor estratégia é estar na cidade onde o assunto está sendo debatido. "No parlamento, por exemplo, pode-se votar sobre um assunto de manhã e sobre outro à tarde.

Os parlamentares precisam receber informações". Mas estar em Bruxelas de forma permanente vale também para quem não tem como foco a UE, já que é comum legislações adotadas pelo bloco serem tomadas como modelo por outros países. O executivo chama a atenção para o fato de que o sistema de tomada de decisões da UE é complicado. "É preciso saber exatamente quem faz o quê em cada etapa. Do contrário, vai-se falar com o interlocutor errado"

Por: Helena™

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Para Lula, mundo se curvará diante dos biocombustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu os biocombustíveis na noite deste domingo (29), durante o lançamento do novo Gol, na fábrica de Volkswagen em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo.

Acompanhado por políticos, sindicalistas e executivos da montadora, Lula lembrou em discurso que em 2003, na mesma Volkswagen de São Bernardo do Campo, participou do lançamento da versão flex do Gol, primeiro carro do país capaz de rodar com gasolina, álcool e a mistura de ambos os combustíveis. Hoje a tecnologia de motores bicombustíveis está presente em mais de 80% dos veículos vendidos no país, ajudando a movimentar a indústria alcooleira e atraindo críticas de nações desenvolvidas, que mostram preocupação com a inflação e a escassez de alimentos.

"Haverá o momento em que o mundo irá se curvar aos combustíveis renováveis e aí o Brasil irá poder vender muito mais carros produzidos aqui no Brasil", afirmou Lula a uma platéia de cerca de 10 mil pessoas, funcionários e concessionários da Volkswagen em sua maioria, que se reuniram em uma arena montada pela empresa.

O presidente afirmou ainda que em 2003 recebeu representantes da indústria automotiva em Brasília que reclamavam da crise pela qual o setor atravessava. Lula afirmou que na época dizia aos empresários para terem paciência: "Era uma choradeira que parecia criança na hora de mamar. E eu dizia que vocês têm que ter paciência, porque as coisas vão acontecer neste país."

O ano de 2003 foi considerado um dos piores da história da indústria automotiva brasileira, quando o setor amargou índices de capacidade ociosa de cerca de 50%. Na época, montadoras reivindicavam junto ao governo um plano que estimulasse um desenvolvimento de longo prazo para o setor, que encerrou aquele ano com vendas de 1,3 milhão de automóveis e comerciais leves.

Desde então a situação se inverteu e atualmente montadoras como a Volkswagen operam à plena capacidade motivadas por forte crescimento do mercado interno. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima vendas recordes de 3,06 milhões de veículos no Brasil em 2008, alta de 24 por cento sobre 2007, que já tinha registrado expansão acima dos 20%.

"O novo Gol será motivo de inveja para muitos países que pensam que são mais desenvolvidos que o Brasil. Eles vão perceber, e a Volkswagen graças a Deus percebeu, que a criatividade do povo brasileiro não é apenas no futebol ou no samba", afirmou Lula, acompanhado pelo ministro da Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Fonte: Reuters

terça-feira, 10 de junho de 2008

ANP: consumo de álcool supera o de gasolina em abril

O mercado brasileiro consumiu 1,052 bilhão de litros de álcool hidratado e 512 milhões de litros de álcool anidro durante aquele mês


Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) referentes a abril confirmam que o consumo de álcool superou o de gasolina entre os combustíveis automotivos mais consumidos no País.

Segundo a agência, o mercado brasileiro consumiu 1,052 bilhão de litros de álcool hidratado e 512 milhões de litros de álcool anidro (que é misturado à gasolina) durante aquele mês. Já o consumo de gasolina A (gasolina pura, sem adição de anidro), ficou em 1,537 bilhão de litros.

O bom desempenho nas vendas de álcool já era esperado pelo mercado, em face do crescimento das vendas de carros bicombustíveis. Ainda em abril, executivos da ANP já afirmavam a possibilidade de o álcool ultrapassar a gasolina.

As vendas de hidratado, segundo os dados da ANP, cresceram 56% este ano. Já as vendas de gasolina C, com anidro, cresceram 1,9%. Este ano, houve grande alta também no consumo de diesel (9,8%), que chegou a 3,7 bilhões de litros em abril.

Além do crescimento da economia, o aumento no consumo do combustível durante o ano reflete o maior uso para geração de energia, uma vez que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) teve de despachar usinas a óleo durante os primeiros meses do ano, face à seca prolongada nas principais bacias hidrelétricas do País.

Da Agência Estado

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Lula no Haiti

O Presidente Lula, ao lado do presidente do Haiti René Préval, discursa durante assinatura de acordo entre os dois países

A visita do Presidente Lula ao Haiti, não interessou à cobertura da imprensa brasiliera,mais preocupada em ajudar a oposição a criar "crises" para o governo, mas interessou o jornal americano "Miami Herald" de ontem. O jornal da Flórida deu longa reportagem sobre a presença "ansiosamente aguardada" em um país com problemas na política. Em editorial, elogiou o "bom trabalho" da missão de paz da ONU liderada pelo Brasil, em uma "oportunidade infelizmente desperdiçada pela classe política do Haiti para formar governo estável".

O Presidente Lula afirmou ontem, após reunião no Palácio Nacional em Porto Príncipe com o presidente haitiano René Préval, que o Brasil irá participar de projetos de infra-estrutura no país. De acordo com o Presidente, até 13 de agosto, data em que Préval deve visitar o Brasil, já terá sido feita uma análise por técnicos do governo brasileiro de todos os projetos do governo haitiano para a construção de barragens para uso em irrigação e geração de energia elétrica.

"Vamos então tornar concretos projetos que podem significar mudanças estruturantes no Haiti", afirmou. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o Brasil poderá financiar até a totalidade do custo de alguns projetos. "Não são projetos de alto custo em sua maioria e há instrumentos legais para isso, como o Proex e o BNDES. Também é possível realizar financiamentos parciais ou com outros países", disse. Sem rios perenes no país, a capacidade energética do Haiti é de 535 milhões de KWh, segundo dados de 2005.

Durante o encontro, foram assinados seis convênios. O Brasil se comprometeu a enviar financiamento e técnicos da Embrapa para montar uma estação experimental e um banco de sementes de hortaliças na região de Kenscoff, perto da capital.

O fato de o governo haitiano estar demissionário há mais de um mês, já que Préval ainda não conseguiu que o Parlamento aprovasse a indicação de um novo primeiro-ministro, prejudicou a cúpula. Na área econômica, por exemplo, os ministros limitaram-se a conversar na reunião privativa sobre a possibilidade de empresários brasileiros exportarem para os Estados Unidos agregando valor a produtos no Haiti. O país caribenho goza de benefícios tarifários para importações americanas. Segundo Amorim, falou-se em projetos futuros de desidratação de álcool, já que o Haiti possui usinas, mas conta com uma produção ínfima de cana-de-açúcar.

Por: Helena™

quarta-feira, 14 de maio de 2008

"Nós queremos entrar para a Opep e deixar o petróleo mais barato", diz Lula .

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 62, fala à "Spiegel" sobre o motivo de o Brasil querer ingressar na Opep, o programa de biocombustíveis de seu país e o medo na Europa do deslocamento da América Latina para a esquerda.

Spiegel: Sr. presidente, quando o senhor tomou posse há cinco anos, muitos temiam que o senhor, sendo um ex-líder sindical, pudesse conduzir o país em uma direção socialista. Em vez disso, o senhor adotou políticas econômicas liberais que levaram o país a um crescimento econômico espetacular. O senhor abandonou os princípios de seu passado?

Lula: Como presidente, eu preciso atender a todos. Essa é a força da democracia. Alguém que é eleito pelo povo prestará tanta atenção às necessidades de um banqueiro quanto às de uma criança de rua e de um trabalhador ao buscar um equilíbrio entre seus interesses individuais. Em 2003, nós tivemos que fazer algumas mudanças muito difíceis nas finanças do governo, para que os brasileiros pudessem agora desfrutar de maior estabilidade. Na época, eu usei a confiança que os eleitores depositaram em mim para colocar nosso orçamento nacional em ordem.

Acompanhe trechos da entrevista:

"Tivemos que fazer algumas mudanças muito difíceis nas finanças do governo para que os brasileiros pudessem agora desfrutar de maior estabilidade"


"Ninguém pode eliminar as injustiças de séculos em apenas oito anos"


"Nós queremos entrar para a Opep e tentar deixar o petróleo mais barato"


"A União Européia deve nos dar a chance de produzir biocombustível"


"O Primeiro Mundo deve parar de subsidiar sua própria agricultura e suspender as altas tarifas protecionistas sobre as importações"


"A esquerda na América do Sul ainda usa os mesmos slogans que a esquerda européia usava nos anos 20 e 30"


"A Europa não precisa se preocupar com a esquerda na América Latina"


"Os cubanos tem um alto nível de educação e agora é hora deles criarem a base para promover o próximo grande passo de desenvolvimento".


"Dois mandatos bastam. Caso contrário a democracia se transforma em ditadura. A mudança faz bem para o país"


Spiegel: Seu país pagou suas dívidas com o Fundo Monetário Internacional e, desde então, se tornou um lugar seguro para se investir. Outros 20 milhões de cidadãos ingressaram na classe média. Todavia, ainda há uma enorme desigualdade entre ricos e pobres entre os 190 milhões de habitantes do Brasil. Como o senhor espera superá-la?

Lula: Ninguém pode eliminar as injustiças de séculos em apenas oito anos. Mas nós encontramos uma forma de superar a pobreza que não é cara. Nós pagamos aos jovens um subsídio para que possam ir à escola e aprender uma profissão. Cerca de 400 mil jovens pobres que no passado nunca teriam uma chance de ter ensino superior agora estão recebendo bolsas e mais de 40% deles são negros.

Spiegel: Uma guerra das drogas está transcorrendo em suas grandes cidades. Gangues armadas controlam grande parte das favelas no Rio de Janeiro. O governo perdeu o controle sobre as favelas?

Lula: Só a polícia não é suficiente para resolver o problema. O próprio governo deve fazer sua presença ser sentida e fornecer oportunidades, e então a violência diminuirá. Este é o motivo para estarmos limpando as maiores favelas de todo o país. Nós estamos fornecendo para elas água encanada, energia e sistemas de esgoto, escolas, hospitais e bibliotecas.

Enquanto nossa economia continuar crescendo a taxas entre 4% e 6% a longo prazo, nós poderemos continuar pagando por isso. Nós destinamos US$ 270 bilhões (R$ 449 bi) para a melhoria das favelas, assim como para a modernização da nossa infra-estrutura -nossos portos, estradas, ferrovias e aeroportos-, tudo sem realizar novos empréstimos.

Spiegel: E agora o Brasil também planeja se tornar uma potência produtora de petróleo?

Lula: Nós descobrimos reservas imensas de petróleo a 273 quilômetros da costa, a uma profundidade de 2.140 metros e sob uma camada de 5 mil metros de sal e rocha. Nós temos o know-how para explorar estas reservas. Nós esperamos começar a exploração teste em março e começar a produzir petróleo em 2010. Então o Brasil se tornará um grande exportador de petróleo. Nós queremos entrar para a Opep e tentar deixar o petróleo mais barato.

Spiegel:
Até recentemente, o senhor estava elogiando os produtores de açúcar como os novos heróis nacionais. O Brasil depositou suas apostas no etanol, derivado de cana-de-açúcar, como o combustível do futuro. Mas, na Europa, o biocombustível agora é visto como ecologicamente suspeito.

Lula: O Brasil tem 33 anos de experiência com biocombustíveis. Os carros que são fabricados no nosso país vêm com motores que rodam com misturas de gasolina e álcool. Eles reduzem consideravelmente as emissões de CO2. As plantações de cana-de-açúcar são cortadas por cinco anos consecutivos.

Enquanto as plantas estão crescendo, elas capturam dióxido de carbono. A produção é tão barata que não tem concorrência.

Spiegel: Recentemente houve tumultos, do Haiti à Índia, devido ao aumento dos preços dos alimentos básicos. A plantação de biomassa para combustível ameaça a produção de grãos?

Lula: Eu posso entender que os europeus tenham essas dúvidas. Mas este argumento não se aplica à cana-de-açúcar brasileira ou ao nosso óleo de palma. A produção de combustível a partir de commodities alimentares básicos é, na verdade, injustificável. Mas são os Estados Unidos que usam milho como biocombustível, que então deixa de estar disponível como alimento, enquanto os europeus produzem energia a partir da beterraba, canola e trigo. Eu sempre disse aos meus amigos europeus que não vale a pena reestruturar seus sistemas agrícolas bem organizados para produção de biocombustível. Nós, e os africanos, podemos fazer um trabalho bem melhor nesse sentido. A União Européia deve dar ao Terceiro Mundo a chance de produzir biocombustível. Além disso, nós não devemos esquecer que o custo mais alto do petróleo e dos fertilizantes também contribui para o preço mais alto dos alimentos. Isso é encoberto.

Spiegel: Mas a ampliação das terras agrícolas dedicadas à cana-de-açúcar tira espaço de plantações de milho e soja.

Lula: Nós temos abundância de terra -280 milhões de hectares de terra arável-, assim como temos abundância de sol e água. A cana-de-açúcar é cultivada em apenas 3% desta área. O Primeiro Mundo deve parar de subsidiar sua própria agricultura e suspender as altas tarifas protecionistas sobre as importações.

Spiegel: O governador do Estado do Mato Grosso, o maior produtor de soja do mundo, disse que mais floresta tropical precisa ser derrubada para atender à demanda por alimento, especialmente na China. O alto consumo de carne e soja nas economias emergentes leva à destruição do meio ambiente no Brasil?

Lula: Isso não é verdade. A região Amazônica não é adequada para pasto de gado. E o solo não é bom nem para cana-de-açúcar e nem para soja.

Spiegel: Mas o corte e queima ilegal continua.

Lula: Nós reforçamos nossos controles. O desmatamento caiu quase 60% no Brasil. Só que mais de 22 milhões de pessoas vivem na região amazônica. Elas também querem comer, dirigir carros e usar refrigeradores.

Spiegel: Governos de esquerda estão no poder em quase toda parte da América do Sul. Mas o continente está dividido em um movimento mais
social-democrata, liderado por você, e um mais radical, moldado pelo
presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Ainda restam alguns pontos em comum dentro da esquerda latino-americana?

Lula: A esquerda na América do Sul ainda usa os mesmos slogans que a esquerda européia usava nos anos 20 e 30. Os políticos adotam uma posição mais radical nos lugares onde há fome e onde as pessoas não têm acesso ao ensino. Este continente foi agitado por golpes militares. Grupos guerrilheiros ainda estavam ativos em muitos países há apenas 20 anos. Hoje todos nós concordamos -com a exceção das Farc na Colômbia- que eleições são a única forma legítima de adquirir poder. As vitórias de Hugo Chávez, Evo Morales na Bolívia e outros, mais recentemente a de Fernando Lugo no Paraguai, significam progresso democrático. Já era hora dos presidentes eleitos serem realmente parte do povo.

Spiegel: Mas é precisamente Chávez, com seu conceito de socialismo para o século 21, que está interferindo nos assuntos internos de outros países, especialmente na região andina. Ele não está desestabilizando toda a região?

Lula: Ele talvez tenha problemas dentro de seu próprio país. Chávez é sem dúvida o melhor presidente da Venezuela nos últimos 100 anos. Todavia, ele tem bem menos influência do que as pessoas dizem. A Europa não tem necessidade de se preocupar com a esquerda na América Latina.

Spiegel: Uma guerra quase estourou recentemente entre a Colômbia e o Equador.

Lula: E foi onde Chávez provou ser um pacificador. Felizmente, a guerra na América Latina geralmente é travada apenas com palavras. A língua é nossa arma mais poderosa. Nós falamos demais!

Spiegel: Mas os "hot spots" na América do Sul não podem ser negados. Há uma ameaça de escalada na violência na Bolívia porque as províncias ricas estão buscando declarar sua autonomia. O senhor não pode exercer sua influência para prevenir maior derramamento de sangue?

Lula: O Brasil, juntamente com a Argentina e a Colômbia, formaram o Grupo de Amigos da Bolívia para ajudar o país. Quando o companheiro Evo estiver pronto para negociar, nós estaremos prontos para intermediar negociações.

Spiegel:
O senhor adora Fidel Castro e o visitou em janeiro. Agora o irmão dele, Raúl, anunciou reformas econômicas. O Brasil pode ajudar o país a democratizar seu sistema?

Lula:
Eu respeito o caminho que Cuba optou por seguir. Raúl está provando ser um sucessor capaz. Nós gostaríamos de ajudá-lo. Especialistas agrícolas brasileiros plantarão em Cuba 20 mil hectares de soja, que será a primeira plantação desse tipo na ilha. Nós também estamos construindo estradas e envolvidos na produção de produtos farmacêuticos. Os cubanos tem um alto nível de educação, e agora é hora deles criarem a base para promover o próximo grande passo de desenvolvimento.

Spiegel: O senhor mantém uma amizade com os irmãos Castro e ainda assim tem um relacionamento excelente com o presidente americano George W. Bush. Como o senhor consegue este ato de equilíbrio?

Lula: Agora eu sei me mover entre campos políticos. Quando todos no mundo odiavam (o líder líbio Muammar) Gaddafi, eu fiz uma visita oficial a ele. Aquilo causou alvoroço -Lula está visitando o diabo!

Spiegel: É possível estar na esquerda latino-americana sem se rebelar contra os norte-americanos?

Lula: Há sempre um certo preço associado a ser uma grande potência, e isso também se aplica a nós, como gigante econômico da América do Sul. Os Estados Unidos sempre tentaram dominar a América Latina. Na Bolívia, o embaixador americano mobilizou as organizações internacionais de ajuda para difamar Evo Morales. Aqueles que agem dessa forma fazem inimigos. Eu aconselhei Bush a apoiar, em particular, a América Central e o Caribe com ajuda de desenvolvimento.

Spiegel: O Brasil e a China, duas potências econômicas em ascensão, entraram em uma aliança estratégica. Até o momento, isso levou os chineses a comprarem suas matérias-primas e inundarem o mercado com produtos baratos. O senhor não esperava mais deles?

Lula: Todos os países têm problemas com o poder econômico da China. Nós reconhecemos a China como uma economia de mercado, para que pudesse participar das negociações na Organização Mundial do Comércio. Agora devemos assegurar que a China cumpra suas obrigações.

Spiegel: A Alemanha perdeu influência política e econômica no Brasil nos últimos anos. A França, Espanha e até mesmo a Holanda estão investindo mais. Como o senhor explica isso?

Lula: Eu entendo que os alemães tenham se voltado mais para o Leste após a queda do muro. Mas agora eles precisam voltar a prestar mais atenção no Brasil e na América do Sul. Eles precisam pensar no potencial que esta região terá daqui 10 ou 15 anos. Nós planejamos construir três novas usinas hidrelétricas e duas usinas nucleares, assim como um trem de alta velocidade entre Rio e São Paulo. Os espanhóis já estão envolvidos. Eu gostaria de mostrar à chanceler alemã Angela Merkel mais do que apenas a capital durante sua próxima visita (de 13 a 15 de maio) ao Brasil. Eu gostaria de levá-la à região amazônica, até os brasileiros de ascendência alemã em Blumenau e a uma visita à Volkswagen.

Spiegel: Após cinco anos no cargo, o senhor continua muito popular. O senhor planeja concorrer novamente?

Lula: Dois mandatos bastam. Caso contrário a democracia se transforma em ditadura. A mudança faz bem para o país.

Spiegel:
Mas então o senhor não acompanhará a final entre Alemanha e Brasil, na Copa do Mundo de 2014, como o anfitrião no Estádio do Maracanã, no Rio!

Lula:
Certamente não como presidente, mas estarei lá como torcedor de futebol, o que eu prefiro.

Spiegel:
Sr. presidente, muito obrigado pela entrevista.

Jens Glüsing e Helene Zuber da "Der Spiegel"

Tradução: George El Khouri Andolfato.

Do Aposentado Invocado

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Moram de Inveja Oposição e Mídia Somos "INVESTMENT GRADE"

A promoção do Brasil a “investment grade” pela Standard & Poors traz uma dose adicional de apreciação cambial e uma rodada adicional de lucros aos invesidores interacionais.

O que provoca a apreciação cambial, fundamentalmente tem sido o diferencial entre juros internos e externo para títulos brasileiros. Com a elevação da taxa Selic, esse diferencial aumentou, trazendo o dólar mais para baixo.

O ponto de equilíbrio desceu abaixo de R$ 1,70.

Com o “investment grade” significa que a taxa internacional dos títulos brasileiros cairá – já que o componente “risco” diminuirá. Cairá um pouco mais com a decisão do FED Americano de reduzir em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros. E mais ainda porque, com a classificação, os fundos poderão destinar uma fatia maior de seus ativos para aplicar no país.

Finalmente, observando esses movimentos, haverá mais capital especulativo surfando nas ondas dos juros altos + desvalorização do real – que proporciona um duplo ganho. Nesse movimento, cai o dólar mais ainda, sobe a Bolsa no curto prazo, mas o deficit nas contas externas se amplia de forma mais acelerada. É essa avaliação sobre as contas externas que impedirá o Mercado de apostar mais firmemente na queda do dólar.

Mais ainda: o Banco Central se verá ante um dilema. Ao subir a taxa Selic, sua intenção foi reduzir as taxas de juros de médio prazo. Com o “investent grade” as taxas deverão cair, deixando-o em um dilema: aumentar mais ainda a Selic? Nessa andar da carruagem, qual a nova projeção para as contas externas?

Esses dilemas marcarão a política econômica nas próximas semanas. Certamente haverá pressão para que as taxas de juros internos convirjam para as taxas dos emergentes.

Do olhoseternos

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Lula reage às críticas ao biocombustível

O tom crescente das críticas contra a produção de biocombustíveis mexeu com os brios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em duro discurso, ontem, Lula rebateu os comentários do relator especial da Nações Unidas para o Direito à Alimentação, o suíço Jean Ziegler, que recentemente chamou a produção de biocombustíveis de "crime contra a humanidade" por supostamente contribuir para a elevação dos preços dos alimentos no mercado internacional.

"O verdadeiro crime contra a humanidade será descartar a priori o biocombustível e relegar os países pobres à dependência e à insegurança alimentar", atacou o presidente, durante a Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação(FAO). Antes da solenidade, o presidente chamou de "palpiteiros" os críticos da política de biocombustíveis. Evitou, contudo, citar diretamente o nome de Ziegler.

"É muito fácil alguém ficar sentado em um banco da Suíça dando palpite no Brasil ou na África. É importante vir aqui e meter o pé no barro para saber como é que a gente vive, para saber a quantidade de terras e o potencial de produção que nós temos. É importante lembrar que hoje nós temos um bilhão de seres humanos que não come as calorias e as proteínas necessárias e não tem biodiesel.

Os críticos alegam que a produção de biocombustíveis diminui a área de plantio de alimentos, o que teria provocado a alta nos preços de gêneros alimentícios em todo o mundo. Também relacionam o cultivo de cana-de-açúcar e grãos para biodiesel ao crescente desmatamento da Amazônia e à proliferação de más condições de trabalho no campo, em regiões de cultivo. A oposição aos biocombustí-veis parte principalmente da União Européia, onde houve uma semana de protestos contra os combustíveis derivados de vegetais. Mas países vizinhos do Brasil, como a Bolívia e a Venezuela, também já despejaram sua cota de críticas contra aquela que hoje é uma das principais bandeiras da diplomacia brasileira.

Para Lula, trata-se de uma "visão simplista" de uma série de fatores, elevação do preço do petróleo, quebra da safra de alguns países produtores, problemas cambiais, especulação de mercados financeiros e aumento de consumo de alimentos em países como a Índia, China, Brasil e também outras nações pobres. O presidente anunciou que vai participar da conferência mundial das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no dia 3 de junho em Roma, onde pretende defender a posição do Brasil sobre a produção de bioenergia.

"Vou com a disposição de fazer uma discussão séria, sem ideologia de esquerda ou de direita, baseada em critérios cien-tíficos", avisou o presidente. "Nós queremos discutir isso não com paixão, mas com racionalidade, e não sob o ponto de vista da Europa", afirmou Lula. O presidente atacou o Fundo Monetário Internacional (FMI), a União Européia e os Estados Unidos por manifestações contrárias à produção de etanol por países pobres e em desenvolvimento, no caso do FMI, e por práticas protecionistas, como subsídios e ajudas agrícolas, por parte de norte-americanos e europeus.

Cartilha rígida


De acordo com Lula, o FMI sempre atuou nos países em desenvolvimento em momentos de crise econômica com uma rígida cartilha de recomendações.

"Mas até agora não ouvi nenhuma palavra sobre a crise norte-americana", provocou Lula, que desferiu críticas também à alta do petróleo que, segundo o presidente, até agora ninguém relacionou esse combustível à elevação dos preços dos alimentos.
No final de seu discurso, o presidente disse que a solução para o problema da fome e da pobreza extrema será encontrada por meio da cooperação entre os países e que a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) é fundamental para isso.
"O Brasil não precisa ganhar, mas a Europa e os Estados Unidos têm que ceder para que os países mais pobres ganhem".

By Andre

domingo, 6 de abril de 2008

Inclusão financeira de pobres é objetivo de bancos da América Latina

Os bancos da América Latina estão imersos em um processo de transformação para dar acesso aos mais pobres ao sistema financeiro através de microcréditos e novas iniciativas, afirmaram hoje banqueiros durante a Assembléia Anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID).

Para alcançar este objetivo os bancos latino-americanos iniciaram uma série de estratégias que vão desde a criação de novos departamentos e desenvolvimento, além do oferecimento de taxas de juros baixas, até a adoção de funções que transformem as agências em assessores dos beneficiados dos créditos.

A inclusão financeira de pessoas com poucos recursos se tornou um dos pilares do BID para erradicar a pobreza na América Latina e no Caribe, e por isto o tema teve especial relevância na Assembléia Anual, que começou ontem e terminará na próxima terça.

Luis Alberto Moreno, presidente do BID, destacou no fórum "Transformando o sistema financeiro para alcançar os pobres", que as estimativas para 2008 indicam que mais de 600 instituições estão proporcionando crédito a mais de oito milhões de clientes com uma carteira de US$ 8,6 bilhões.

Uma conquista importante, ao se considerar que em 2001 o número estimado de clientes de microfinanças não chegava a dois milhões e a carteira de crédito total quase não superava o valor de US$ 1 bilhão, segundo números da entidade.

Após advertir que o crédito mais caro é aquele ao qual não se tem acesso, Moreno disse que se deve aumentar a capacidade do sistema financeiro da região para que amplie o financiamento para as microempresas.

Para estimularem o acesso dos pobres às finanças os bancos devem desmantelar os atuais sistemas de operação e criar novos, considerou Elizabeth Littlefield, diretora-executiva do Grupo Consultivo para Assistência aos Pobres (CGAP).

Este caminho já foi iniciado por algumas instituições através do uso de telecomunicações e dos sistemas de pagamento por telefone celular, uma combinação que vem dando resultados positivos, segundo os expositores do fórum.

No Peru, a entidade financeira MiBanco, cujo negócio principal é o microempréstimo, imita um sistema similar ao usado pela empresa de cosméticos Avon para atrair mais clientes.

Rafael Llosa, administrador geral do banco, explicou que a instituição emprega seus clientes para que vendam os produtos do banco e, se alguém indicar um amigo ou parente à entidade, receberá pagamento por isto.

Com este sistema, o MiBanco ofereceu 125 mil empréstimos em dez meses. "É uma modalidade de menor custo", declarou Llosa.

Para o banqueiro peruano a fórmula consiste em investir mais em tecnologia, enquanto as taxas de juros no país não se fixam para promover a concorrência e estimular o microcrédito.

O Peru, junto com Bolívia, Equador e El Salvador se destaca na América Latina pelo ambiente favorável de negócios para as microfinanças, diz um estudo do Economist Intelligence Unit realizado com o apoio do BID e da Corporação Andina de Fomento (CAF).

Já Martín Redrado, presidente do Banco Central (BC) da Argentina, falou do financiamento para as pequenas e médias empresas e das medidas colocadas em vigor para encorajar o financiamento aos pequenos negócios.

Redrado afirmou que os bancos em seu país viram a popularização de vários instrumentos de financiamento que estão facilitando o crescimento das pequenas empresas.

Entre eles se destacam os mecanismos de arrendamentos, que "são um dos instrumentos de financiamento mais dinâmicos que foram desenvolvidos na Argentina".

O presidente do BC argentino explicou que este mecanismo está ajudando pequenas empresas a adquirirem equipamentos que previamente não estavam disponíveis para elas. "Quase 70% destas linhas de financiamento podem ser encontradas no segmento de menos de US$ 1 milhão", comentou.

Outras medidas postas em vigor pelo setor governamental são permitir aos bancos abrir escritórios temporários de atendimento ao cliente em locais nos quais não existam filiais bancárias, onde podem ser realizadas quase todas as transações, exceto o fornecimento de serviços de conta corrente, mas podem receber depósitos.

Já Fernando Pozo, presidente da Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban), declarou que para reduzir a pobreza é necessário aumentar o nível de bancarização.

Pozo mencionou um relatório elaborado pela Felaban na qual se determinou que 70% da população da América Latina não têm acesso aos serviços financeiros.

"É preciso dar mais atenção às pequenas e médias empresas, além de se criar mais acesso para os pobres", afirmou o banqueiro.

Do UOL

sexta-feira, 21 de março de 2008

Financiamento para energias renováveis e eficiência energética chegará a 2,5 milhões de euros

O Reino Unido vai continuar sendo o líder mundial de doações para a Parceria de Energia Renováveis e Eficiência Energética (REEEP, na sigla em inglês), com um montante total de 2,5 milhões de euros, segundo o ministro de Energia britânico, Malcolm Wicks.

O ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, Phil Woolas, disse que o financiamento é o primeiro de um projeto de três anos de parceria com a REEEP. Segundo ele, o país já contribuiu com quase 9 milhões de euros, desde a criação da REEEP, em 2003.

“O mundo precisa de uma economia com baixa emissão de carbono e é preciso fazê-la rapidamente. Esta semana, o orçamento mostrou que o Reino Unido leva a sério essas questões, e o financiamento mostra que estamos dispostos a colocar em prática esse modelo econômico, assim como ajudar outros países”, afirmou Woolas.

A REEEP é uma aliança internacional formada por governos, ONGs e empresas dedicadas a acelerar e expandir o mercado global de energias renováveis e tecnologias energeticamente eficientes. Além disso, está focada também na redução das emissões de carbono e na segurança energética dos países.

Fonte: eGov Monitor

quinta-feira, 6 de março de 2008

Canalhas atacam Petrobrás - Urubus tentam vender gato por lebre

Foi divulgado o balanço da Petrobrás referente ao ano de 2007. Todos os componentes da chamada grande mídia fizeram coro criticando o resultado operacional da estatal. Os canalhas se restringiram a afirmar que o lucro líquido da empresa diminuiu 17% em relação à 2006, este argumento é falacioso.

O lucro em 2007 foi de 21,512 bilhões de Reais, menor que o registrado em 2006 que representou 25,919 bilhões. Ococrre que a empresa aumento usignificativamente seu investimento no mesmo período! Que passou de 33,7 bilhões de Reais em 2006 para 45,3 bilhões, portanto 34,42% maior! A diferença incremental é de 11,6 bilhões, portanto se a empresa optasse por investir o mesmo que em 2006, seu lucro poderia ser muito superior ao do ano anterior.

Na verdade, a maioria deles sabe que estão falando bobagens, mas o greande público acaba por se fiar em opiniões não balizadas sobre a gestão pública brasileira. A Petrobrás é tida como uma das melhores empresas do mundo em sua área de atuação e hoje e há muito tempo uma das melhores aplicações da bolsa brasileira.
Leia, mas repudie. A Petrobrás é motivo de orgulho para os brasileiros e acionistas.

Por Agente 65

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Biocombustível, defesa e ponte são pauta de encontro entre Lula e Sarkozy

A construção de uma ponte sobre o Rio Oiapoque ligando o estado brasileiro do Amapá e a Guiana Francesa será um dos temas discutidos entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Nicolas Sarkozy, na terça-feira (12). Além disso, estão na pauta temas como cooperação na área de defesa, no setor de biocombustíveis, no campo nuclear civil e em ciência e inovação. As informações são do porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach.

A ponte terá 400 metros de extensão e custo de R$ 38,6 milhões, segundo o porta-voz. O projeto foi acordado em 2005 e cada país arcará com 50% do custo.

A Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), também pode ser um dos temas abordados pelos dois presidentes durante o encontro na Guiana, segundo Baumbach. “O presidente Lula pretende reiterar seu chamado para que sejam realizados progressos, sobretudo no campo agrícola”, disse.

A Rodada Doha começou em 2001 com o objetivo de diminuir as barreiras comerciais e as dificuldades dos países em desenvolvimento, com foco no livre-comércio. Os subsídios agrícolas (ajuda que os governos dão aos produtores e que torna os preços dos países em desenvolvimento pouco competitivos) estão entre as principais controvérsias nas negociações.

Em recente conversa telefônica com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, Lula reiterou o desejo de realizar um encontro entre líderes políticos para acelerar as negociações da rodada.

Questionado se Nicolas Sarkozy estaria incluído nesse grupo, o porta-voz da Presidência afirmou que, se o assunto for retomado na reunião, Lula irá reiterar o convite: “O presidente acredita que todos os líderes políticos, os principais atores no processo devem se reunir para que seja possível avançar além das negociações técnicas. Isso inclui também o presidente Sarkozy”.

Uma parceria para construir um submarino brasileiro de propulsão nuclear com tecnologia francesa pode ser discutida pelos presidentes brasileiro e francês, de acordo com o porta-voz. “A cooperação no campo da defesa será discutido, mas no momento não existe previsão nenhuma de um acordo para ser assinado”, informou.

No fim de janeiro, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, esteve na França e encontrou Sarkozy e o ministro da Defesa francês, Hervé Morin. Ele foi discutir com o governo francês cooperação na área militar. Na época, a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa informou que a aquisição de equipamentos seria condicionada à transferência de tecnologia.

Agência Brasil

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Investimento estrangeiro bate recorde no Brasil em 2007

O total de Investimento Estrangeiro Direto(IED) que ingressou no Brasil no ano passado foi de US$ 34,616 bilhões. Apenas em dezembro, o IED somou US$ 886 milhões. O total de investimentos estrangeiros em 2007 bateu o recorde de 2006, quando a marca chegou a US$ 18,782 bilhões.

O Banco Central, que divulgou os números nesta segunda-feira (28), previa que o total de investimento estrangeiro direto em 2007 fosse de US$ 35 bilhões. Já a conta corrente do balanço de pagamentos de 2007 fechou o ano com saldo positivo de US$ 3,555 bilhões, segundo os números do BC.

Em dezembro, porém, o saldo foi negativo em US$ 699 milhões. Em 2006, as transações financeiras do Brasil com o resto do mundo resultaram em um superávit da ordem de US$ 13,53 bilhões.

Com o aumento em 2007, esse capital que vem do exterior passa a ter uma importância maior para a economia nacional. Enquanto em 2006 o IED correspondeu a 1,75% do PIB (Produto Interno Bruto), no ano passado a proporção foi de 2,64% do PIB.

Os dados levam em conta recursos estrangeiros para o setor produtivo no país e ainda empréstimos intercompanhias, aqueles feitos pela matriz da multinacional para a subsidiária brasileira, abatidas as remessas feitas por conta de ganho com o capital investido.

Do total ingressado em dezembro, US$ 1,235 bilhão foi de participação no capital. Houve saída líquida de US$ 349 milhões nos empréstimos intercompanhias.

2008 começa diferente

O Banco Central (BC) informou que em janeiro, até esta segunda-feira, já foram registradas saídas líquidas no valor de US$ 1,8 bilhão de investimentos estrangeiros em ações e renda fixa.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, atribui o movimento à excessiva volatilidade das Bolsas de Balores em todo o mundo, resultado da incerteza proveniente da economia norte-americana. "Há perdas nas Bolsas do mundo inteiro, e é natural que ocorra aqui também" , disse.

O técnico do Banco Central disse ser difícil avaliar se a forte saída do investidor estrangeiro das ações prosseguirá, pois depende do comportamento das Bolsas internacionais frente ao atual ambiente de crise.

Lopes lembrou, porém, que do ponto de vista do investimento estrangeiro produtivo, 2008 começou de forma promissora para o Brasil, uma vez que já ingressaram US$ 4 bilhões em investimento externo direto (IED) até hoje, com a previsão de fechar o mês em US$ 4,5 bilhões.

Do Vermelho com agências

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Mais amigo do ambiente, biodiesel fortalece a economia

A partir de primeiro de janeiro de 2008, todos os postos do Brasil terão 2% de biodiesel misturado ao diesel de petróleo, o chamado B2. Ao encher o tanque com B2, o consumidor pode ter a certeza de que está comprando um produto de qualidade, com a mesma potência e eficácia no motor.

A diferença será sentida no ar e na economia brasileira, pois o novo combustível polui menos e é feito totalmente no Brasil. Apesar de ser autosuficiente em petróleo e exportar gasolina, o país ainda importa diesel. Mas isso começa a ser revertido com a adoção do biodiesel. A mistura de 2% já é suficiente para cortar cerca de um terço da importação de diesel, o que representa uma economia anual da ordem de US$ 400 milhões nas contas externas do país. Em 2013, quando a mistura for de 5%, a importação será reduzida a cerca de um terço do que é comprado hoje.

Além de poupar divisas, a economia brasileira sai fortalecida de muitas outras formas. Com o uso de cada vez menos petróleo, o país se prepara para o futuro, porque o mineral tende a encarecer. Os especialistas não têm dúvidas de que as fontes de energia não minerais deverão ser as mais importantes daqui a 50 anos.

O Brasil é um dos países mais preparados para essa situação. No mundo, o uso de fontes renováveis de energia é de 14%, no Brasil esse percentual é de 45%, mais do que o triplo. Mas o transporte sobre pneus ainda é dependente de combustíveis fósseis.

Diversificar as fontes de energia é uma segurança a mais para garantir o desenvolvimento sustentável.

Outro efeito importante é criar um mercado para a indústria e a agricultura brasileiras. O biodiesel trará mais empregos e melhores condições de vida para milhares de agricultores familiares. Ao mesmo tempo, a produção dos equipamentos para usinas gera uma oportunidade para indústria metalúrgica e de máquinas.

Portal do Governo Federal

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Mercado Potencial de Biodiesel

Segundo o Ministério de Minas e Energia - MME, em 2005, a matriz energética brasileira apresentou a seguinte composição: 39,7% correspondente ao petróleo e derivados, 29,1% a biomassa, 14,5% a recursos hídricos, 8,7% ao gás natural, 6,5% ao carvão mineral e 1,5% ao urânio. Dos combustíveis derivados de petróleo, o óleo diesel é o mais consumido no Brasil, sendo utilizado predominantemente como combustível veicular. Em 2005, o óleo diesel correspondeu a 54,5% dos combustíveis veiculares consumidos no Brasil, sendo 25,6% correspondentes à gasolina A, 8,5% ao álcool anidro, 8,4% ao álcool hidratado e 2,9% ao gás natural veicular, conforme dados da ANP.

Ao longo dos últimos anos, os preços de óleo diesel vêm aumentando significativamente, tanto no mercado internacional como no mercado brasileiro. Não obstante, o consumo de óleo diesel tem crescido, mesmo que a taxas modestas.

O histórico de elevação dos preços do petróleo e derivados, incluindo o óleo diesel, aliado às instabilidades geopolíticas das principais regiões produtoras e à previsão de desabastecimento do mercado mundial no longo prazo, têm fortalecido a tendência de substituição de combustíveis derivados do petróleo por combustíveis renováveis.
Na União Européia, segundo a Diretiva 2003/30/EC do Parlamento Europeu, a partir de 2006, pelo menos 2,0% dos combustíveis consumidos para fins de transporte devem ser oriundos de fontes renováveis, incluindo o biodiesel, sendo que esta meta será ampliada para 5,75% ao final de 2010. Vale lembrar que esta meta é observada em energia contida, podendo alcançar 6,5% de biodiesel em volume ao final de 2010.

Nos Estados Unidos, foi estabelecida uma série de incentivos fiscais à produção e uso de biodiesel. O Job Creation Act de 2004 prevê um crédito fiscal aos produtores de biodiesel de US$ 1,00 por galão produzido, no caso de biodiesel oriundo de óleos virgens, bem como um crédito às distribuidoras e refinarias de US$ 0,01 por galão para cada ponto percentual de biodiesel misturado ao óleo diesel mineral. Além disso, o Energy Policy Act de 2005 estabelece um crédito de US$ 0,10 por galão de biodiesel produzido por pequenos produtores de biodiesel derivado e óleos virgens, até o limite de 15 milhões de galões.

No Brasil, a Lei do Biodiesel prevê a obrigatoriedade da adição de um percentual mínimo de biodiesel ao óleo diesel mineral comercializado ao consumidor final, em qualquer parte do território nacional. Esse percentual mínimo obrigatório deverá ser de 2,0% de 2008 a 2012, devendo atingir 5,0% até 2013. Com o intuito de induzir investimentos para aumentar a produção e oferta nacional de biodiesel, o Conselho Nacional de Política Energética - CNPE determinou a obrigatoriedade de compra de biodiesel pelos produtores e importadores de óleo diesel mineral, Petrobras e REFAP. Referida obrigatoriedade compreende o volume de biodiesel produzido por empresas detentoras ou projetos enquadrados nas exigências do Selo Combustível Social e comercializado através de leilões públicos promovidos pela ANP, sendo limitada ao volume de 2,0% da demanda nacional de óleo diesel mineral.

Recentemente, o Governo Federal tem manifestado a intenção de antecipar a obrigatoriedade dos percentuais mínimos de mistura previstos na Lei do Biodiesel. No entanto, os termos em que uma eventual antecipação seria realizada não foram anunciados.

Para uso como combustível veicular, a ANP autorizou apenas a comercialização do B2. Contudo, os mercados cativos de óleo diesel, tais como produtores de energia, empresas ferroviárias e outros consumidores industriais, poderão receber autorização para utilizar o biodiesel em proporções de mistura com óleo diesel superiores a 2,0%.

Do brasilecodiesel

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Banco Palmas é referência na Venezuela

Segundo estado com o maior número de empreendimentos solidários no Brasil, o Ceará já está exportando a mais bem sucedida de suas experiências em economia solidária. O Banco Palmas, criado em 1998, no Conjunto Palmeiras (bairro com 30 mil habitantes na periferia de Fortaleza), deixou de ser referência apenas para outros estados brasileiros. Hoje, pelo menos 200 bancos comunitários semelhantes ao Banco Palmas já foram criados na Venezuela.
A parceria teve início em 2006, quando o governo da Venezuela, através do Ministério da Economia Popular (Minep), enviou uma comissão de 20 técnicos para conhecer de perto todo o processo de funcionamento do Banco Palmas, pioneiro na experiência de bancos comunitários no Brasil. Em julho deste ano, a comissão esteve pela segunda vez no Ceará para consolidar o intercâmbio de experiências entre os dois países.

Se de um lado a Venezuela aprende com o Brasil como implementar bancos comunitários em comunidades empobrecidas, os brasileiros aprendem com os venezuelanos ações de "desenvolvimento endógeno", ou seja, quando a própria comunidade investe em uma série de políticas públicas para desenvolver-se, explica Joaquim Melo, coordenador do Banco Palmas.

Segundo ele, apesar da Venezuela ter dado início à experiência com bancos comunitários oito anos depois do Brasil, o país leva uma grande vantagem por conta da criação de um marco legal dos bancos comunitários, que, através da Lei dos Bancos Comunitários, estabeleceu a meta da criação de mil instituições desse tipo em dois anos. Hoje, enquanto a Rede Brasileira de Bancos Comunitários conta com 13 instituições em todo o Brasil, a Venezuela já soma 200 bancos localizados em diversas cidades venezuelanas.

Outro motivo para a rápida expansão dos bancos comunitários na Venezuela foi a criação de um Fundo Nacional para o Desenvolvimento, o qual disponibiliza recursos para que um grupo de pelo menos cinco pessoas se unam e formem seu próprio banco comunitário. A ação é uma das demandas mais discutidas por redes e organizações da Economia Solidária no Brasil, as quais há anos vêm tentando implantar uma política para o setor no país.

Se a Venezuela avança na implantação de bancos comunitários, ainda é no Brasil que se encontra o melhor sistema de moeda social. Por conta disso, os coordenadores do Banco Palmas já foram convidados a participar de um novo projeto que será implementado pelo governo de Hugo Chávez na Venezuela. A nova ação pretende criar o que eles estão chamando de "território socialista". Será um bairro ou município onde tudo funcionará sob os princípios da economia solidária.

A idéia é que toda a economia do local seja desenvolvida através de sistemas de associativismo ou cooperativismo, de forma que a própria comunidade faça a gestão do seu negócio. Segundo Joaquim Melo, a função dos cearenses no projeto será a implantação de um sistema de moeda social, semelhante ao utilizado no Conjunto Palmeiras, que trabalha com o Palmas. O objetivo é que pelo menos 70% do dinheiro circulante no local seja em forma de moeda social.

As trocas de experiências entre a Venezuela e o Brasil são estabelecidas através do convênio firmado, em 2006, entre o Minep, a coordenadoria do Banco Palmas e a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Brasil (Senaes), instituição ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

As matérias sobre Economia Solidária são produzidas com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Fontes: Adital e Banco Palmas - 85 - 3250 8279

sábado, 10 de novembro de 2007

Lula prevê Brasil na Opep e diz que país manterá investimento em biocombustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (10) que a descoberta de uma reserva gigante de gás e petróleo na Bacia de Santos poderá fazer com que o país passe a integrar a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), ocasião em que poderá interferir na política internacional para o setor, como na definição do preço do barril - hoje em US$ 100.

"Logo, logo o Brasil vai participar da Opep. E obviamente que se o Brasil participar da Opep nós vamos brigar para que baixe um pouco o preço do petróleo, porque é uma das contribuições que os países ricos em petróleo podem dar", afirmou o presidente a jornalistas, pouco antes de embarcar de volta para o Brasil depois de ter participado na quinta e sexta-feira da cúpula ibero-americana de chefes de Estado e de governo, em Santiago, no Chile.

"Eu acho que a Opep deveria reduzir o preço do petróleo. Mas o Brasil ainda é um país que produz apenas para o seu uso", afirmou.

O presidente garantiu que a descoberta não vai alterar "nem um milímetro" a política brasileira de biocombustíveis, desenvolvida como alternativa ao elevado preço do petróleo e também para reduzir a poluição provocada pelos combustíveis fósseis.
Lula ainda reiterou que a Amazônia não será utilizada para a produção dos biocombustíveis.

"Quando criamos a política do biodisel é porque entendemos que é uma alternativa para os países latino-americanos, para os países asiáticos e africanos".

Exploração

Lula lembrou que a entrada na Opep só pode se concretizar quando o país começar a explorar as reservas gigantescas de óleo e gás no campo de Tupi, na Bacia de Santos, e tiver um excedente de exportação.
A situação atual é de equilíbrio, reforçou o presidente. "Obviamente que temos intenção de participar de um fórum desses, em que a gente pode decidir políticas para o mundo todo", afirmou. "O Brasil precisa se preparar neste mundo globalizado para ter incidência nas decisões."

Sobre a redução do preço, o presidente disse que é preciso que o petróleo "tenha um preço justo".

"É claro que os países ricos, pagando uma ninharia, não contribuem nem para que os países produtores sobrevivam. Os países que têm petróleo têm que ser ressarcidos com o preço. Mas também não podem sufocar a economia dos países que precisam importar", afirmou.

O presidente disse que a descoberta dos novos campos, que ampliam em cerca de 60% as reservas atuais do Brasil são "uma dádiva de Deus".

"É o coroamento de um país que durante tanto tempo esteve a ponto de desabrochar e às vezes murchava. Nós agora estamos vivendo um momento bom na economia e esta descoberta de uma reserva excepcional de um petróleo de qualidade e de muito gás, coloca o Brasil numa situação privilegiada", afirmou.

O presidente disse que foi tratado com deferência na reunião de cúpula em Santiago, e chamado de brincadeira de "xeque do petróleo".

Em discurso na sessão plenária na sexta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou Lula de "magnata petroleiro" e propôs a criação de uma empresa conjunta, que ele chamou de Petroamazônia, para vender petróleo mais barato para os países da região.

"Eu disse ao Chávez que antes de eu tirar um litro de petróleo, ele já tinha socializado o meu petróleo. Eu falei: deixa eu tirar um litro de petróleo pelo menos", contou Lula aos jornalistas.

PT Org